Meu desejo circunflexo se pontua
quando sua oralidade me acentua
Na pronúncia rápida do sexo:
a sílaba tácita do verso
Na boca, o trava-língua, ainda átono
enrola o fonema mais aberto
...É assim quando você - sujeito grave -
me abre as páginas internas
e traduz com os lábios meus hiatos
: a fluidez da rima entre as pernas...
E eu (oblíqua crase - quase aguda)
conjugo outro orgasmo... que se articula
no predicado dessa leitura
sábado, 2 de dezembro de 2006
terça-feira, 28 de novembro de 2006
storyboard
No lado de dentro
Teus dedos diretos
Em movimentos macios
Eretos como falo
Em contato com o rio
Fluente alvo que verte
E vadio se diverte
Quando escancaro
Na tua boca
(entre as coxas)
as pequenas fendas
Em rendas e labaredas
Para que me metas
Apenas o que eu mereça...
Teus dedos diretos
Em movimentos macios
Eretos como falo
Em contato com o rio
Fluente alvo que verte
E vadio se diverte
Quando escancaro
Na tua boca
(entre as coxas)
as pequenas fendas
Em rendas e labaredas
Para que me metas
Apenas o que eu mereça...
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
na intimidade
A indiscrição dos lábios
Na fêmea... umedecidos
Com a fome escarlate
Ardendo em sorrisos
As digitais
Nos genitais:
Geniais
...ais
Na fêmea... umedecidos
Com a fome escarlate
Ardendo em sorrisos
As digitais
Nos genitais:
Geniais
...ais
domingo, 19 de novembro de 2006
querente
O calor da sua boca
Faz ronda no meu corpo
Me percorrendo do ponto à ponta
Seu hálito querente
Ascende em meu pescoço
Até alcançar o rosto
Como um sopro ardiloso
Ao longo dos pêlos em riste
Sinto então mais lasciva
A lânguida saliva... que você
Esfrega com a língua
Entorpecida, ainda ereta
Espalhando seu gosto distraído
Desde o ombro até o umbigo
Seus lábios lúbricos me escalam os seios...
Arrebatando meus excitados anseios
Seus dentes me tatuam, por fim:
Antes as costas... depois o ventre
E eu me abro: saio de mim
Para que outro beijo me entre
Faz ronda no meu corpo
Me percorrendo do ponto à ponta
Seu hálito querente
Ascende em meu pescoço
Até alcançar o rosto
Como um sopro ardiloso
Ao longo dos pêlos em riste
Sinto então mais lasciva
A lânguida saliva... que você
Esfrega com a língua
Entorpecida, ainda ereta
Espalhando seu gosto distraído
Desde o ombro até o umbigo
Seus lábios lúbricos me escalam os seios...
Arrebatando meus excitados anseios
Seus dentes me tatuam, por fim:
Antes as costas... depois o ventre
E eu me abro: saio de mim
Para que outro beijo me entre
sábado, 18 de novembro de 2006
contratempo
Atraso os ponteiros do inverno
Em outras sazonais primaveras
(me prorrogo)
Antecipo o verão das horas...
(te coloco)
Nos diários outonais que transladam
Em órbitas de imutáveis rotas
Traço rastros insolares e infinitos
Como contos que se calam contidos
E disparam ao desordenado encontro
do final do teu ponto e minha libido
Em outras sazonais primaveras
(me prorrogo)
Antecipo o verão das horas...
(te coloco)
Nos diários outonais que transladam
Em órbitas de imutáveis rotas
Traço rastros insolares e infinitos
Como contos que se calam contidos
E disparam ao desordenado encontro
do final do teu ponto e minha libido
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
vernissage
Leia-me às cegas
Com olhos vendados
Leia-me sem pressa
Com seu lúdico tato
Leia-me: aquarela sem tinta
Deixe que eu sinta
Na tela de branca textura
A cor que seu pincel revela
Quando você escreve sua assinatura
Com olhos vendados
Leia-me sem pressa
Com seu lúdico tato
Leia-me: aquarela sem tinta
Deixe que eu sinta
Na tela de branca textura
A cor que seu pincel revela
Quando você escreve sua assinatura
incompletude
Quero-te hirto e imerso
Na incompletude do meu verso
Quero-te perto
Subjuntivamente por cima
Na retina interna da rima
Quero-te apenas
No abstrato cerne do poema
Quero-te agora:
E agora?
Na incompletude do meu verso
Quero-te perto
Subjuntivamente por cima
Na retina interna da rima
Quero-te apenas
No abstrato cerne do poema
Quero-te agora:
E agora?
Assinar:
Postagens (Atom)