Na censura do corpo
A luz do encontro
No teu rosto brilha primeiro
E te conduz à aventura
Do meu porto-labirinto...
A pedir exposto e inteiro
O gosto e a textura
... que ainda hoje eu sinto
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
domingo, 7 de janeiro de 2007
confissão
Vivo em suas fantasias
Como a vadia a labutar
E no silêncio da cama
Seus fetiches ocupam outro lugar
Sussurro desejos perversos
Na febre da noite cotidiana
Que guarda seu sexo mais perto
Para que ainda me arda a chama
Como a vadia a labutar
E no silêncio da cama
Seus fetiches ocupam outro lugar
Sussurro desejos perversos
Na febre da noite cotidiana
Que guarda seu sexo mais perto
Para que ainda me arda a chama
sábado, 6 de janeiro de 2007
teu corpo
(Por Eza, o poeta)
Teu corpo esguio, esbelto e belo
Teus olhos amendoados, sob madeixas, amedrontados
Tua boca voraz com violência e velocidade
Me tirando o chão, ou me atirando a ele, que importa a posição ?
Teus seios pequenos, pontiagudos, perfeitos
Colados ao meu peito, pedinte e carente
De carícias, delícias e malícias
Dos abraços, teu regaço e teus espaços
Tua história de lutas, infindáveis batalhas
Superando no cotidiano o destino maroto
Que sendo justo e equilibrado, todos sabemos
Te reserva a felicidade...a realização plena
Teu corpo esguio, esbelto e belo
Teus olhos amendoados, sob madeixas, amedrontados
Tua boca voraz com violência e velocidade
Me tirando o chão, ou me atirando a ele, que importa a posição ?
Teus seios pequenos, pontiagudos, perfeitos
Colados ao meu peito, pedinte e carente
De carícias, delícias e malícias
Dos abraços, teu regaço e teus espaços
Tua história de lutas, infindáveis batalhas
Superando no cotidiano o destino maroto
Que sendo justo e equilibrado, todos sabemos
Te reserva a felicidade...a realização plena
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
urbana-mente
Avenida Paulista
Infinita... às seis e meia
Na tarde que pisca vermelha
Enquanto na minha boca
A tua ausência passeia
Infinita... às seis e meia
Na tarde que pisca vermelha
Enquanto na minha boca
A tua ausência passeia
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
os números nos versos*
As mãos passeiam devagar
Traçando o esboço
Da virgem nua que espera
Atentamente excitada:
seu corpo se deleita em letras
e se deita à espreita de um gesto vigoroso
do poeta, pintor clandestino
que rabisca um desejo
tecido em cores vivas na sua carne
E ele a sufoca com as mãos
A insinua em palavras perdidas
Inusitado e vulgar a consome em palavras
Ela, subjugada, se entrega facilmente
Entre letras esquecidas
E palavras conhecidas dos dois
Ela se deixa contornar com a saliva
Colorida que ele inventou
Para juntos apagarem os traços
Que o beijo dele tatuou
* Estes versos nasceram de uma conversa entre mim e um matemático muito sensível que me visita e poetiza em suas voltas...rs... Como eu não citei seu nome no post anterior, aproveito para reparar minha falha neste post, que foi meu primeiro a quatro mãos de verdade...rsrs...(Espero que o Moacir não fique bravo por ter perdido nossa tentativa de tempos passados...rsrs...)
Traçando o esboço
Da virgem nua que espera
Atentamente excitada:
seu corpo se deleita em letras
e se deita à espreita de um gesto vigoroso
do poeta, pintor clandestino
que rabisca um desejo
tecido em cores vivas na sua carne
E ele a sufoca com as mãos
A insinua em palavras perdidas
Inusitado e vulgar a consome em palavras
Ela, subjugada, se entrega facilmente
Entre letras esquecidas
E palavras conhecidas dos dois
Ela se deixa contornar com a saliva
Colorida que ele inventou
Para juntos apagarem os traços
Que o beijo dele tatuou
* Estes versos nasceram de uma conversa entre mim e um matemático muito sensível que me visita e poetiza em suas voltas...rs... Como eu não citei seu nome no post anterior, aproveito para reparar minha falha neste post, que foi meu primeiro a quatro mãos de verdade...rsrs...(Espero que o Moacir não fique bravo por ter perdido nossa tentativa de tempos passados...rsrs...)
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
fragmentos de um amor sem discurso
Hoje nosso amor se quebra
na arritmia das palavras:
a interna e falsa promessa
que o verso desconversa
e cala nos desejos do corpo
A falta da rima
na sintaxe desordenada
a métrica irregular e perdida
que adormece entre os poemas
tão inacabados quanto este
O fim da estrofe que ajoelha
e implora mais uma linha
para não se sentir ímpar
noutro soneto que definha sem par
O título sem concordância
no topo, sem ponto inicial
O rascunho de um encontro
que só se sabe final.
Último post do ano!!! Um ano em que a poesia começou calada... Um ano que se eu pudesse esquecer... Ah..se eu pudesse....rsrsrs... MAS... ainda bem que há sempre uma conjunção pra salvar tudo!!..rsrs... Lembro agora de tantos versos clássicos de poetas eternos... não escreverei...rs... Deixo apenas o registro meio amargo... meio fraco... de um ano que mudou minha vida... embora ainda esteja recolhendo os cacos...rs...
Por isso:
Obrigada Moacir Caetano por ter se preocupado comigo...rs... e por todos os amigos - Múcio, Marla, Jardim, Nanna, Fejones, Ady, Zé... etc. - que pude "roubar" de você..rs...
Obrigada Dantas por sentir minha falta e me procurar...
Obrigada Loba por estar sempre de portas abertas...
Obrigada poetas de Sampa..rs... descobertos antes reais... entre abraços fortes... poemas molhados... e cerveja gelada... Czarina, Keila, Elaine, André, Renato, Otavio, Kathy
Obrigada a quem me visita em silêncio... rsrs...
E obrigada especialmente a "quem me quer(ia) desorganizada"...rs... Por todos os versos que partilhamos nos desencontros noturnos... e que renderam poemas querentes... na nossa incompletude mútua e cúmplice...
A todos: FELIZ 2007!!!!!
na arritmia das palavras:
a interna e falsa promessa
que o verso desconversa
e cala nos desejos do corpo
A falta da rima
na sintaxe desordenada
a métrica irregular e perdida
que adormece entre os poemas
tão inacabados quanto este
O fim da estrofe que ajoelha
e implora mais uma linha
para não se sentir ímpar
noutro soneto que definha sem par
O título sem concordância
no topo, sem ponto inicial
O rascunho de um encontro
que só se sabe final.
Último post do ano!!! Um ano em que a poesia começou calada... Um ano que se eu pudesse esquecer... Ah..se eu pudesse....rsrsrs... MAS... ainda bem que há sempre uma conjunção pra salvar tudo!!..rsrs... Lembro agora de tantos versos clássicos de poetas eternos... não escreverei...rs... Deixo apenas o registro meio amargo... meio fraco... de um ano que mudou minha vida... embora ainda esteja recolhendo os cacos...rs...
Por isso:
Obrigada Moacir Caetano por ter se preocupado comigo...rs... e por todos os amigos - Múcio, Marla, Jardim, Nanna, Fejones, Ady, Zé... etc. - que pude "roubar" de você..rs...
Obrigada Dantas por sentir minha falta e me procurar...
Obrigada Loba por estar sempre de portas abertas...
Obrigada poetas de Sampa..rs... descobertos antes reais... entre abraços fortes... poemas molhados... e cerveja gelada... Czarina, Keila, Elaine, André, Renato, Otavio, Kathy
Obrigada a quem me visita em silêncio... rsrs...
E obrigada especialmente a "quem me quer(ia) desorganizada"...rs... Por todos os versos que partilhamos nos desencontros noturnos... e que renderam poemas querentes... na nossa incompletude mútua e cúmplice...
A todos: FELIZ 2007!!!!!
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
os sem-sentidos poéticos
Só você não vê
Que o meu verso
Fica cego – covarde
Toda vez que sua rima
Me invade de prazer
Só você não escuta
Que minha poesia chora
Quando lê nas suas linhas
O nome de outra musa
... outra mulher qualquer
Só você não sente
Que meu poema indecente
Se molha... se assanha
E me mostra sem-vergonha
Se sonha que sua escrita me quer
Que o meu verso
Fica cego – covarde
Toda vez que sua rima
Me invade de prazer
Só você não escuta
Que minha poesia chora
Quando lê nas suas linhas
O nome de outra musa
... outra mulher qualquer
Só você não sente
Que meu poema indecente
Se molha... se assanha
E me mostra sem-vergonha
Se sonha que sua escrita me quer
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
na moldura
Quero uma nova tela
De técnica inusitada
Uma natureza-viva
Torta e mal desenhada
Com olhos sobre ela... tingida!
Quero uma xilogravura carmim
Num auto-esboço transparente
Com contorno de nanquim
Feito em lençol ou espelho
Quero um vermelho diferente
Para enfeitar o meu poema:
Uma água-forte quase feliz
Estampada com cera de giz
De técnica inusitada
Uma natureza-viva
Torta e mal desenhada
Com olhos sobre ela... tingida!
Quero uma xilogravura carmim
Num auto-esboço transparente
Com contorno de nanquim
Feito em lençol ou espelho
Quero um vermelho diferente
Para enfeitar o meu poema:
Uma água-forte quase feliz
Estampada com cera de giz
domingo, 17 de dezembro de 2006
a noite... sendo*
É na boca faminta da madrugada
Que me sacio da sua ausência
Quando o gosto ambicioso do encontro
Despe o corpo das conveniências
E me veste com sua essência
É no obscuro noturno dos pêlos
Que seu hálito urgente me vasculha
Como agulha de bússola insegura
À procura de um norte entre os dedos
É na silenciosa passagem das horas
Que meus úmidos sussurros imploram
A imagem do beijo que me contorna
E devora meu desejo... que extrapola
* Lembrando do poeta Múcio Góes, do Diversos, que fez "a dor me sendo"
Que me sacio da sua ausência
Quando o gosto ambicioso do encontro
Despe o corpo das conveniências
E me veste com sua essência
É no obscuro noturno dos pêlos
Que seu hálito urgente me vasculha
Como agulha de bússola insegura
À procura de um norte entre os dedos
É na silenciosa passagem das horas
Que meus úmidos sussurros imploram
A imagem do beijo que me contorna
E devora meu desejo... que extrapola
* Lembrando do poeta Múcio Góes, do Diversos, que fez "a dor me sendo"
sábado, 16 de dezembro de 2006
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