Visite meus versos
Sem hipocrisia
Sem máscaras
Sem disfarces
Sem roupa
Folheie minhas rimas
Sem fôlego e sem limite
Com as mãos explícitas...
Plenas de seus fetiches...
E atadas de formalidade
Mergulhe em meus enigmas poéticos
Meu eufemismo contumaz
E me leia nas entrelinhas (nos pêlos)
Onde a poesia se liquefaz
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
poética
É no encanto do verso
Que minha vontade vibra
latejando entre os gestos
Por entre as pernas... na rima
É nas figuras da poesia
que jorram meus sentidos
...metaforizando fantasias
no rascunho dos meus escritos
É no verbo do texto alheio
Que releio meus vernáculos receios
E deixo meus desejos pelo meio.
Que minha vontade vibra
latejando entre os gestos
Por entre as pernas... na rima
É nas figuras da poesia
que jorram meus sentidos
...metaforizando fantasias
no rascunho dos meus escritos
É no verbo do texto alheio
Que releio meus vernáculos receios
E deixo meus desejos pelo meio.
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
overdose*
Café
Cigarro
Chocolate
Olhares
Intuição
Café
Água
Tic tac
Gestos
Insinuação
Café
Palavras
Aproximação
Calor
Suor
Café
Risadas
Mão na mão
Café
Fome
Salivação
Lábios
Língua
Dentes
Café
Pescoço
Contração
Desejo
Por dentro
Café
No canto
Arrepio
Garganta seca
Gargalhada
Excitação
Café
Amasso
Fumaça
Sedução
Café
Tesão
* Não dá pra ser a mesma depois de experimentar!
Cigarro
Chocolate
Olhares
Intuição
Café
Água
Tic tac
Gestos
Insinuação
Café
Palavras
Aproximação
Calor
Suor
Café
Risadas
Mão na mão
Café
Fome
Salivação
Lábios
Língua
Dentes
Café
Pescoço
Contração
Desejo
Por dentro
Café
No canto
Arrepio
Garganta seca
Gargalhada
Excitação
Café
Amasso
Fumaça
Sedução
Café
Tesão
* Não dá pra ser a mesma depois de experimentar!
domingo, 28 de janeiro de 2007
antídoto
Deixa que eu permaneça profana
Em cada estrofe escrita na cama
Das nossas noites em claro
Deixa que eu seja tua nova rima
A puta do poema... a menina
Do verso, o melhor pecado
Deixa que a acidez da minha poesia
Molhe tua boca com toda heresia
Do meu veneno imaculado
Em cada estrofe escrita na cama
Das nossas noites em claro
Deixa que eu seja tua nova rima
A puta do poema... a menina
Do verso, o melhor pecado
Deixa que a acidez da minha poesia
Molhe tua boca com toda heresia
Do meu veneno imaculado
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
(olhos de) ressaca
The Day after...
A ausência das palavras está "justificada" em Moacir Caetano (esse moço dispensa apresentações... e merece todos os confetes do mundo!!) Meu poeta mais-que-perfeito!!!
Confiram!!!
A ausência das palavras está "justificada" em Moacir Caetano (esse moço dispensa apresentações... e merece todos os confetes do mundo!!) Meu poeta mais-que-perfeito!!!
Confiram!!!
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
avant-première
(um poema idealizado e editado a quatro mãos,
quatro pernas, duas bocas... cena a cena)*
No quarto - cenário improvisado
Cortinas e quadros são platéia
A contar quantos gemidos tortos
Cabem na nossa noite de estréia
Na cama, o lençol é tela
Nela projetamos o melhor do drama
Numa visão distorcida que dispensa câmera
Teu olhar, objetiva lente,
Toma minha nuca em primeiro plano
E cada gesto se prende na razão que se desgoverna
... entre as pernas, um beijo me põe tua boca
E ensaiamos a aventura que se estende
por um roteiro sem direção à procura do foco:
1° ato... meus desejos brilham entre teus dedos
2° ato ... meus seios deslizam e em tuas mãos se encaixam
Em todos os outros atos:
Se clímax me ofereço, te recebo ereção
Amadores e amantes neste filme
Repetimos... a cena... à exaustão
* Obrigada pela contribuição em todos os atos desse roteiro
quatro pernas, duas bocas... cena a cena)*
No quarto - cenário improvisado
Cortinas e quadros são platéia
A contar quantos gemidos tortos
Cabem na nossa noite de estréia
Na cama, o lençol é tela
Nela projetamos o melhor do drama
Numa visão distorcida que dispensa câmera
Teu olhar, objetiva lente,
Toma minha nuca em primeiro plano
E cada gesto se prende na razão que se desgoverna
... entre as pernas, um beijo me põe tua boca
E ensaiamos a aventura que se estende
por um roteiro sem direção à procura do foco:
1° ato... meus desejos brilham entre teus dedos
2° ato ... meus seios deslizam e em tuas mãos se encaixam
Em todos os outros atos:
Se clímax me ofereço, te recebo ereção
Amadores e amantes neste filme
Repetimos... a cena... à exaustão
* Obrigada pela contribuição em todos os atos desse roteiro
sábado, 20 de janeiro de 2007
eco
a-
pelos
pelos
poros
pelos
pêlos*
Há
pelo
menos
apelos
nos meus
pêlos
Há
menos
poros
nos meus
(atro)pelos
(Todos os apelos...
que - ainda - silencio)
* apelos feitos pelo poeta para o meu "cio"
pelos
pelos
poros
pelos
pêlos*
Há
pelo
menos
apelos
nos meus
pêlos
Há
menos
poros
nos meus
(atro)pelos
(Todos os apelos...
que - ainda - silencio)
* apelos feitos pelo poeta para o meu "cio"
em (tuas) mãos
Depois que me deixo contraída
Em teu incansável dedilhar,
e me encaixo umedecida
em teu macio dedo anular...
Calo para que ouças
apenas meu pulsar inquietante
Que desespera de fato
...sabendo-me tua amante
Em teu incansável dedilhar,
e me encaixo umedecida
em teu macio dedo anular...
Calo para que ouças
apenas meu pulsar inquietante
Que desespera de fato
...sabendo-me tua amante
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
dislexia
Para onde foram as rimas
Que se inscreviam em fonemas complexos
Naquele acompanhamento de ritmo
Entre a sintaxe rebuscada e a falta de nexo...?
Onde se meteram meus argumentos
Dilacerados versos sem pretexto
Meus restos de conjugação sem tempo?
Cadê o poema explícito
Que morava nas entranhas viscerais
Dos meus escritos agramaticais?
Que se inscreviam em fonemas complexos
Naquele acompanhamento de ritmo
Entre a sintaxe rebuscada e a falta de nexo...?
Onde se meteram meus argumentos
Dilacerados versos sem pretexto
Meus restos de conjugação sem tempo?
Cadê o poema explícito
Que morava nas entranhas viscerais
Dos meus escritos agramaticais?
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
cio*
Cometo excessos
Excedo,
Extrapolo.
Exalo:
Desejos...
pelos...
poros...
*Ao poeta que lê meu silên-cio!
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