Não sei o que há em mim
Que é tão teu como o silêncio
E lateja e entrega e tolera...
Talvez seja a distância de pele
Esse tato quase volátil
Expresso na ponta do lápis
Quem sabe um suspiro breve
Que o papel guarda no quarto
Não sei o que em mim
Leva a ti...
Que sempre foge
Nos dias que brilhamos
O hesitante entusiasmo
Único consolo:
O gozo impregnado
No corpo:
O mesmo orgasmo
Não sei o que
Fica
De ti...
Em mim
Que sempre falta
domingo, 13 de maio de 2007
segunda-feira, 30 de abril de 2007
rascunho
Dentro do corpoema*
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
domingo
A manhã se manifesta
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
sábado, 21 de abril de 2007
pensamentos distantes
Penso em você
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
domingo, 1 de abril de 2007
último poema
Abro mão
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
terça-feira, 27 de março de 2007
olhos sobre tela(s)
Vejo o relógio
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
terça-feira, 13 de março de 2007
a água e o vinho
Eu: pálida
Ele, tinto
Na taça ácida
Inebriado instinto
Eu: sede
(verto indiscreta)
ele, brinde
(não resiste à entrega)
Eu: rubra
Ele, líquido
Os dois em úmida mistura
De gosto cítrico
Eu: escandalosa
Ele, silencioso
Num tilintar que afoga
O mesmo gozo
Ele, tinto
Na taça ácida
Inebriado instinto
Eu: sede
(verto indiscreta)
ele, brinde
(não resiste à entrega)
Eu: rubra
Ele, líquido
Os dois em úmida mistura
De gosto cítrico
Eu: escandalosa
Ele, silencioso
Num tilintar que afoga
O mesmo gozo
sábado, 3 de março de 2007
passo a passo
Lado a lado
Nos tocamos...
e trocamos a falta do tato
pelo contato guardado
no mesmo abraço
Boca a boca
A saliva de uma língua
Rouba a da outra
E roça e ronda
E me excita
se desliza com sua ponta
Pouco a pouco
Eu ouso... e pouso
Sobre seu peso
E ponho meus pêlos
entre seus dedos
Corpo a corpo
O encontro:
um desejo dentro do outro
um movimento em cadência
No silêncio, um só gosto:
A iminência do gozo
Nos tocamos...
e trocamos a falta do tato
pelo contato guardado
no mesmo abraço
Boca a boca
A saliva de uma língua
Rouba a da outra
E roça e ronda
E me excita
se desliza com sua ponta
Pouco a pouco
Eu ouso... e pouso
Sobre seu peso
E ponho meus pêlos
entre seus dedos
Corpo a corpo
O encontro:
um desejo dentro do outro
um movimento em cadência
No silêncio, um só gosto:
A iminência do gozo
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
a espera
Noite adentro
Aguardei teu corpo
Tendo o som grave do silêncio
Retido na memória
Os dedos na pele escrevendo
A saudade que exalava por fora
Adormeci vazia
Li Barthes ao despertar (sem nós)
Imaginando que naquele instante,
No fim do túnel, haveria uma voz ...
Aguardei teu corpo
Tendo o som grave do silêncio
Retido na memória
Os dedos na pele escrevendo
A saudade que exalava por fora
Adormeci vazia
Li Barthes ao despertar (sem nós)
Imaginando que naquele instante,
No fim do túnel, haveria uma voz ...
sábado, 24 de fevereiro de 2007
pretensões
Para que eu esteja plena
Apenas venha
E me acenda...
Revele minhas senhas
Sob a renda
Me conceda
O fogo da sua pele
E queime na minha febre
Para que eu ainda arrisque
Apenas fique
Dissipe meus limites
Me excite
Com seus desejos em riste
Para que eu mereça
Apenas prometa
E adormeça no êxtase infinito
Onde mora minha libido
Quando você acorda comigo
Apenas venha
E me acenda...
Revele minhas senhas
Sob a renda
Me conceda
O fogo da sua pele
E queime na minha febre
Para que eu ainda arrisque
Apenas fique
Dissipe meus limites
Me excite
Com seus desejos em riste
Para que eu mereça
Apenas prometa
E adormeça no êxtase infinito
Onde mora minha libido
Quando você acorda comigo
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