Na antiga garoa dos olhos
me molha uma inundação de dúvidas
Dividida(mente)
Disparada decisão
(imagens desvairadas e últimas)
Fecho a janela do medo
E me protejo no arranha-céu
Certa de ter no desejo
O gosto impresso do que já foi fel
Desconexão dessa trilha urbana
Que me embala em Sampa
Agora por um fio
Por um triz
Rio:
FELIZ!
sábado, 2 de junho de 2007
domingo, 13 de maio de 2007
sem-razão
Não sei o que há em mim
Que é tão teu como o silêncio
E lateja e entrega e tolera...
Talvez seja a distância de pele
Esse tato quase volátil
Expresso na ponta do lápis
Quem sabe um suspiro breve
Que o papel guarda no quarto
Não sei o que em mim
Leva a ti...
Que sempre foge
Nos dias que brilhamos
O hesitante entusiasmo
Único consolo:
O gozo impregnado
No corpo:
O mesmo orgasmo
Não sei o que
Fica
De ti...
Em mim
Que sempre falta
Que é tão teu como o silêncio
E lateja e entrega e tolera...
Talvez seja a distância de pele
Esse tato quase volátil
Expresso na ponta do lápis
Quem sabe um suspiro breve
Que o papel guarda no quarto
Não sei o que em mim
Leva a ti...
Que sempre foge
Nos dias que brilhamos
O hesitante entusiasmo
Único consolo:
O gozo impregnado
No corpo:
O mesmo orgasmo
Não sei o que
Fica
De ti...
Em mim
Que sempre falta
segunda-feira, 30 de abril de 2007
rascunho
Dentro do corpoema*
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
domingo
A manhã se manifesta
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
sábado, 21 de abril de 2007
pensamentos distantes
Penso em você
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
domingo, 1 de abril de 2007
último poema
Abro mão
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
terça-feira, 27 de março de 2007
olhos sobre tela(s)
Vejo o relógio
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
terça-feira, 13 de março de 2007
a água e o vinho
Eu: pálida
Ele, tinto
Na taça ácida
Inebriado instinto
Eu: sede
(verto indiscreta)
ele, brinde
(não resiste à entrega)
Eu: rubra
Ele, líquido
Os dois em úmida mistura
De gosto cítrico
Eu: escandalosa
Ele, silencioso
Num tilintar que afoga
O mesmo gozo
Ele, tinto
Na taça ácida
Inebriado instinto
Eu: sede
(verto indiscreta)
ele, brinde
(não resiste à entrega)
Eu: rubra
Ele, líquido
Os dois em úmida mistura
De gosto cítrico
Eu: escandalosa
Ele, silencioso
Num tilintar que afoga
O mesmo gozo
sábado, 3 de março de 2007
passo a passo
Lado a lado
Nos tocamos...
e trocamos a falta do tato
pelo contato guardado
no mesmo abraço
Boca a boca
A saliva de uma língua
Rouba a da outra
E roça e ronda
E me excita
se desliza com sua ponta
Pouco a pouco
Eu ouso... e pouso
Sobre seu peso
E ponho meus pêlos
entre seus dedos
Corpo a corpo
O encontro:
um desejo dentro do outro
um movimento em cadência
No silêncio, um só gosto:
A iminência do gozo
Nos tocamos...
e trocamos a falta do tato
pelo contato guardado
no mesmo abraço
Boca a boca
A saliva de uma língua
Rouba a da outra
E roça e ronda
E me excita
se desliza com sua ponta
Pouco a pouco
Eu ouso... e pouso
Sobre seu peso
E ponho meus pêlos
entre seus dedos
Corpo a corpo
O encontro:
um desejo dentro do outro
um movimento em cadência
No silêncio, um só gosto:
A iminência do gozo
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
a espera
Noite adentro
Aguardei teu corpo
Tendo o som grave do silêncio
Retido na memória
Os dedos na pele escrevendo
A saudade que exalava por fora
Adormeci vazia
Li Barthes ao despertar (sem nós)
Imaginando que naquele instante,
No fim do túnel, haveria uma voz ...
Aguardei teu corpo
Tendo o som grave do silêncio
Retido na memória
Os dedos na pele escrevendo
A saudade que exalava por fora
Adormeci vazia
Li Barthes ao despertar (sem nós)
Imaginando que naquele instante,
No fim do túnel, haveria uma voz ...
Assinar:
Postagens (Atom)