Quando me faço ária...
No compasso do seu gesto,
Você, maestro, com sua batuta,
rege o ritmo erudito do desejo
e muda o tom do concerto...
Quando o acorde da sua flauta
Tange, forte e sustenido,
Um arranjo de improviso
que embala minha alma...
Quando você me toca:
Sonata para harpa
E desafina (s)em dó
Uma nota vibra mais alta
A lira cala: grave e só
domingo, 1 de julho de 2007
domingo, 24 de junho de 2007
sei dizer que foi (muito) bom!*
Só quando o espelho do olhar reflete
o mesmo brilho umedecido
Onde se esconde, imperativo,
O gosto pleno que molha a pele...
Ou quando seus pêlos vêm ao encontro
Das minhas coxas
E pouso, doce, minha boca
Nos pêlos do seu corpo...
Só quando o balanço das pernas repete
O intenso movimento estático
Que vibra calado e mais rápido
A cada pedido que você profere...
Só quando a iminência do jorro rasga
O silêncio ígneo das palavras
E minha mão afasta a falta do seu tato
E seus dedos apertam meu cansaço...
Só quando você deixa seu peso abandonado
Dentro da minha necessidade perene
E me irriga... me fita... e geme
E me faz adormecer extasiada
(*às vezes, uma frase - este título - diz mais que todos os versos...)
o mesmo brilho umedecido
Onde se esconde, imperativo,
O gosto pleno que molha a pele...
Ou quando seus pêlos vêm ao encontro
Das minhas coxas
E pouso, doce, minha boca
Nos pêlos do seu corpo...
Só quando o balanço das pernas repete
O intenso movimento estático
Que vibra calado e mais rápido
A cada pedido que você profere...
Só quando a iminência do jorro rasga
O silêncio ígneo das palavras
E minha mão afasta a falta do seu tato
E seus dedos apertam meu cansaço...
Só quando você deixa seu peso abandonado
Dentro da minha necessidade perene
E me irriga... me fita... e geme
E me faz adormecer extasiada
(*às vezes, uma frase - este título - diz mais que todos os versos...)
terça-feira, 19 de junho de 2007
[sem título]
Cada vez que me despeço,
Eu rezo
E peco... e herege
Contemplo o desejo
Que me lateja por dentro
Cada vez que eu gozo,
E jorro...
Rogo pelo gosto profano
Que os beijos pedem iguais
Calo um óbvio eu-te-amo
E imploro preces mais carnais
Eu rezo
E peco... e herege
Contemplo o desejo
Que me lateja por dentro
Cada vez que eu gozo,
E jorro...
Rogo pelo gosto profano
Que os beijos pedem iguais
Calo um óbvio eu-te-amo
E imploro preces mais carnais
sábado, 2 de junho de 2007
derradeira(mente) paulicéia
Na antiga garoa dos olhos
me molha uma inundação de dúvidas
Dividida(mente)
Disparada decisão
(imagens desvairadas e últimas)
Fecho a janela do medo
E me protejo no arranha-céu
Certa de ter no desejo
O gosto impresso do que já foi fel
Desconexão dessa trilha urbana
Que me embala em Sampa
Agora por um fio
Por um triz
Rio:
FELIZ!
me molha uma inundação de dúvidas
Dividida(mente)
Disparada decisão
(imagens desvairadas e últimas)
Fecho a janela do medo
E me protejo no arranha-céu
Certa de ter no desejo
O gosto impresso do que já foi fel
Desconexão dessa trilha urbana
Que me embala em Sampa
Agora por um fio
Por um triz
Rio:
FELIZ!
domingo, 13 de maio de 2007
sem-razão
Não sei o que há em mim
Que é tão teu como o silêncio
E lateja e entrega e tolera...
Talvez seja a distância de pele
Esse tato quase volátil
Expresso na ponta do lápis
Quem sabe um suspiro breve
Que o papel guarda no quarto
Não sei o que em mim
Leva a ti...
Que sempre foge
Nos dias que brilhamos
O hesitante entusiasmo
Único consolo:
O gozo impregnado
No corpo:
O mesmo orgasmo
Não sei o que
Fica
De ti...
Em mim
Que sempre falta
Que é tão teu como o silêncio
E lateja e entrega e tolera...
Talvez seja a distância de pele
Esse tato quase volátil
Expresso na ponta do lápis
Quem sabe um suspiro breve
Que o papel guarda no quarto
Não sei o que em mim
Leva a ti...
Que sempre foge
Nos dias que brilhamos
O hesitante entusiasmo
Único consolo:
O gozo impregnado
No corpo:
O mesmo orgasmo
Não sei o que
Fica
De ti...
Em mim
Que sempre falta
segunda-feira, 30 de abril de 2007
rascunho
Dentro do corpoema*
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
minha rima pulsa vermelha
e fica ainda mais rubra
quando seu verso me busca
e na minha veia lateja
conjugando um verbo interno
no caderno sobre a mesa.
* Roubei a palavra no Contratempo (da Rayanne, a moça das estrelas)
domingo
A manhã se manifesta
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
plena de promessas
e me atravessa: a primeira
... se revela anfitriã
nesta janela estrangeira
sábado, 21 de abril de 2007
pensamentos distantes
Penso em você
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
se, em vão,
a mão se perde à procura
da pele
por baixo da blusa
Penso em você
se a língua engole
(com um esforço engasgado)
o gosto mutilado
... do seu nome
Penso em você
se a saliva no íntimo
seca à espera
do seu líquido
e o lábio anuncia
faminto
o naufrágio
ainda explodindo...
domingo, 1 de abril de 2007
último poema
Abro mão
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
do seu pouco-caso
da sua falta de tato
o minguado abraço
Prefiro guardar
a lembrança mínima
a saudade tímida
a distância física
Levo comigo apenas
os sonhos que você não prometeu
os versos que ainda são seus
meu poema de adeus
terça-feira, 27 de março de 2007
olhos sobre tela(s)
Vejo o relógio
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
... que persiste
em desapontar impressões...
se Dalí declaro,
na memória:
Kahlo!
(Desculpem a falta de post!!!
Os dias voam... e o tempo parece que passa mais rápido do que sempre!
Quando as coisas se normalizarem, prometo "deliciosos" versos... rs)
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