"No pronuncio tu nombre por miedo a ver la herida
y el golpe de la sangre.
No digo las palabras que debiera decirte.
Te miro.
Te contemplo.
Te observo.
Ojeo las esquelas y el tiempo de las nubes.
Luego digo algo inútil,
mágico,
irreparable.
Digo cosas curiosas como decir:
qué tal, hace calor, te quiero,
anoche he deseado tu cuerpo nuevamente.
Pero nada se oye dentro de las paredes.
Tú me miras inquieto, decidido,
cobarde.
(Mi corazón empieza a deslizarse
por la suave pendiente de tu pelo.)"
sábado, 11 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Na memória
No contorno do corpo
Ponho meus sonhos acesos
...Desenho o esboço
Do meu desejo no espelho
E o reflexo úmido dos pêlos
Desliza entre os dedos
Ponho meus sonhos acesos
...Desenho o esboço
Do meu desejo no espelho
E o reflexo úmido dos pêlos
Desliza entre os dedos
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Fast food
Um banquete de sensações
me sacia... lento... e me engole
quando você é o alimento
que mata minha fome
me sacia... lento... e me engole
quando você é o alimento
que mata minha fome
domingo, 22 de julho de 2007
contradição
O que sinto por ele
(e não digo)
é meu escrito contido
que se esforça, mas alicia
e me transforma em poesia...
O que digo pra ele
(ou minto)
É verso sem medida
No resto de um poema noturno
Onde transbordo silenciosa
quando em rima eu durmo
e acordo prosa
(e não digo)
é meu escrito contido
que se esforça, mas alicia
e me transforma em poesia...
O que digo pra ele
(ou minto)
É verso sem medida
No resto de um poema noturno
Onde transbordo silenciosa
quando em rima eu durmo
e acordo prosa
segunda-feira, 16 de julho de 2007
ainda para lembrar
Só agora...
que os pêlos colam
na pele...
e exploram do sal
sabores perfumados...
Só agora...
que a fome cobra
seu gosto
saciado
e devora marcas...
declara sinais...
Só agora
que eu vivo
no espaço nítido
do seu sorriso...
e conto as horas
apressadas
que não voltam mais!
que os pêlos colam
na pele...
e exploram do sal
sabores perfumados...
Só agora...
que a fome cobra
seu gosto
saciado
e devora marcas...
declara sinais...
Só agora
que eu vivo
no espaço nítido
do seu sorriso...
e conto as horas
apressadas
que não voltam mais!
Sinastria*
Em harmonia zodiacal,
Teu ascendente: Aquário
Em conjunção com meu Sagitário
*Só porque agora os astros querem que eu seja muito feliz assim!!!!
Teu ascendente: Aquário
Em conjunção com meu Sagitário
*Só porque agora os astros querem que eu seja muito feliz assim!!!!
domingo, 8 de julho de 2007
insônia*
Nestes dias,
De versos imersos em saudade
Nos restos de poesia:
Sou metade.
Faz frio ao lado:
Vazio.
No lençol gelado
Um corpo macio
acumula sonhos inteiros
No abandono do travesseiro:
Eu delineio o desenho
Do seu beijo
no meu seio
e desarrumo promessas
de calor e sedução
Que coleciono sob o edredom
* Porque essa distância tem me tirado o sono!
De versos imersos em saudade
Nos restos de poesia:
Sou metade.
Faz frio ao lado:
Vazio.
No lençol gelado
Um corpo macio
acumula sonhos inteiros
No abandono do travesseiro:
Eu delineio o desenho
Do seu beijo
no meu seio
e desarrumo promessas
de calor e sedução
Que coleciono sob o edredom
* Porque essa distância tem me tirado o sono!
domingo, 1 de julho de 2007
afinando os instrumentos
Quando me faço ária...
No compasso do seu gesto,
Você, maestro, com sua batuta,
rege o ritmo erudito do desejo
e muda o tom do concerto...
Quando o acorde da sua flauta
Tange, forte e sustenido,
Um arranjo de improviso
que embala minha alma...
Quando você me toca:
Sonata para harpa
E desafina (s)em dó
Uma nota vibra mais alta
A lira cala: grave e só
No compasso do seu gesto,
Você, maestro, com sua batuta,
rege o ritmo erudito do desejo
e muda o tom do concerto...
Quando o acorde da sua flauta
Tange, forte e sustenido,
Um arranjo de improviso
que embala minha alma...
Quando você me toca:
Sonata para harpa
E desafina (s)em dó
Uma nota vibra mais alta
A lira cala: grave e só
domingo, 24 de junho de 2007
sei dizer que foi (muito) bom!*
Só quando o espelho do olhar reflete
o mesmo brilho umedecido
Onde se esconde, imperativo,
O gosto pleno que molha a pele...
Ou quando seus pêlos vêm ao encontro
Das minhas coxas
E pouso, doce, minha boca
Nos pêlos do seu corpo...
Só quando o balanço das pernas repete
O intenso movimento estático
Que vibra calado e mais rápido
A cada pedido que você profere...
Só quando a iminência do jorro rasga
O silêncio ígneo das palavras
E minha mão afasta a falta do seu tato
E seus dedos apertam meu cansaço...
Só quando você deixa seu peso abandonado
Dentro da minha necessidade perene
E me irriga... me fita... e geme
E me faz adormecer extasiada
(*às vezes, uma frase - este título - diz mais que todos os versos...)
o mesmo brilho umedecido
Onde se esconde, imperativo,
O gosto pleno que molha a pele...
Ou quando seus pêlos vêm ao encontro
Das minhas coxas
E pouso, doce, minha boca
Nos pêlos do seu corpo...
Só quando o balanço das pernas repete
O intenso movimento estático
Que vibra calado e mais rápido
A cada pedido que você profere...
Só quando a iminência do jorro rasga
O silêncio ígneo das palavras
E minha mão afasta a falta do seu tato
E seus dedos apertam meu cansaço...
Só quando você deixa seu peso abandonado
Dentro da minha necessidade perene
E me irriga... me fita... e geme
E me faz adormecer extasiada
(*às vezes, uma frase - este título - diz mais que todos os versos...)
terça-feira, 19 de junho de 2007
[sem título]
Cada vez que me despeço,
Eu rezo
E peco... e herege
Contemplo o desejo
Que me lateja por dentro
Cada vez que eu gozo,
E jorro...
Rogo pelo gosto profano
Que os beijos pedem iguais
Calo um óbvio eu-te-amo
E imploro preces mais carnais
Eu rezo
E peco... e herege
Contemplo o desejo
Que me lateja por dentro
Cada vez que eu gozo,
E jorro...
Rogo pelo gosto profano
Que os beijos pedem iguais
Calo um óbvio eu-te-amo
E imploro preces mais carnais
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