Tenho na palma da mão
Meu coração em pedaços
Protejo seus retalhos
E o grão que teu beijo espalha
Saliva em gotas... migalhas
Tudo o que, sendo mínimo,
Se valoriza como pérolas:
As minúsculas células da tua alma!
E mantenho meu tesouro
Guardado com o gosto da tua boca
No baú do meu corpo
Até nosso próximo encontro
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
lúdica*
Perdoa meu jeito atrevido
de devorar teu sorriso
(e te molhar sem frescura
se tua boca me manipula)
Perdoa meu jeito atirado
de te puxar pro meu lado
(e me mostrar insegura
quando tua mão me vasculha)
Perdoa meu jeito explícito
de aliciar teus pêlos ilícitos
(e me apresentar confusa
se nosso prazer se mistura)
Perdoa meu jeito indiscreto
De beijar teu membro ereto
(e saciar minha gula
quando teu gosto me inaugura)
Perdoa meu jeito voraz
de te pedir sempre mais....
Perdoa meu jeito sincero:
De te dizer que te quero!!
(*Releitura/reescritura de um poema antigo... provavelmente de 2004/2005.)
de devorar teu sorriso
(e te molhar sem frescura
se tua boca me manipula)
Perdoa meu jeito atirado
de te puxar pro meu lado
(e me mostrar insegura
quando tua mão me vasculha)
Perdoa meu jeito explícito
de aliciar teus pêlos ilícitos
(e me apresentar confusa
se nosso prazer se mistura)
Perdoa meu jeito indiscreto
De beijar teu membro ereto
(e saciar minha gula
quando teu gosto me inaugura)
Perdoa meu jeito voraz
de te pedir sempre mais....
Perdoa meu jeito sincero:
De te dizer que te quero!!
(*Releitura/reescritura de um poema antigo... provavelmente de 2004/2005.)
sábado, 1 de setembro de 2007
anti-soneto
Com a boca felina
O verbo preenche a rima
que brilha impaciente
(entre as coxas)
rica de desejos
... clandestina
Num toque aceso
(entre os dedos)
o verso insere
seu gesto ereto
na estrofe desmedida
e inscreve o soneto
(...obsceno)
que a libido assina
O verbo preenche a rima
que brilha impaciente
(entre as coxas)
rica de desejos
... clandestina
Num toque aceso
(entre os dedos)
o verso insere
seu gesto ereto
na estrofe desmedida
e inscreve o soneto
(...obsceno)
que a libido assina
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
demora
Horas nubladas de espera
Entram pela janela
e se espalham na casa
...uma espessa camada de saudade
Me abraça...
Deixando a pele
em brasa
O tempo pára...
Me esquece... desaparece
num silêncio que me cala...
Por dentro, sua falta me explora
...sua ausência bate à porta
e o telefone não toca...
Entram pela janela
e se espalham na casa
...uma espessa camada de saudade
Me abraça...
Deixando a pele
em brasa
O tempo pára...
Me esquece... desaparece
num silêncio que me cala...
Por dentro, sua falta me explora
...sua ausência bate à porta
e o telefone não toca...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Agradecimento
A Maria Borges indicou este blog para o Prêmio Blog 5 Estrelas.
Vejam o regulamento em:
Nada pra mim
Deixo a seguir (apenas) os cinco que me são solicitados... em desordem de sentimentos:
Múcio Góes
Rayanne
Lume vagante
Moacir Caetano
Bizarro Deslumbre
Vejam o regulamento em:
Nada pra mim
Deixo a seguir (apenas) os cinco que me são solicitados... em desordem de sentimentos:
Múcio Góes
Rayanne
Lume vagante
Moacir Caetano
Bizarro Deslumbre
sábado, 11 de agosto de 2007
um poema de ELSA LÓPEZ
"No pronuncio tu nombre por miedo a ver la herida
y el golpe de la sangre.
No digo las palabras que debiera decirte.
Te miro.
Te contemplo.
Te observo.
Ojeo las esquelas y el tiempo de las nubes.
Luego digo algo inútil,
mágico,
irreparable.
Digo cosas curiosas como decir:
qué tal, hace calor, te quiero,
anoche he deseado tu cuerpo nuevamente.
Pero nada se oye dentro de las paredes.
Tú me miras inquieto, decidido,
cobarde.
(Mi corazón empieza a deslizarse
por la suave pendiente de tu pelo.)"
y el golpe de la sangre.
No digo las palabras que debiera decirte.
Te miro.
Te contemplo.
Te observo.
Ojeo las esquelas y el tiempo de las nubes.
Luego digo algo inútil,
mágico,
irreparable.
Digo cosas curiosas como decir:
qué tal, hace calor, te quiero,
anoche he deseado tu cuerpo nuevamente.
Pero nada se oye dentro de las paredes.
Tú me miras inquieto, decidido,
cobarde.
(Mi corazón empieza a deslizarse
por la suave pendiente de tu pelo.)"
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Na memória
No contorno do corpo
Ponho meus sonhos acesos
...Desenho o esboço
Do meu desejo no espelho
E o reflexo úmido dos pêlos
Desliza entre os dedos
Ponho meus sonhos acesos
...Desenho o esboço
Do meu desejo no espelho
E o reflexo úmido dos pêlos
Desliza entre os dedos
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Fast food
Um banquete de sensações
me sacia... lento... e me engole
quando você é o alimento
que mata minha fome
me sacia... lento... e me engole
quando você é o alimento
que mata minha fome
domingo, 22 de julho de 2007
contradição
O que sinto por ele
(e não digo)
é meu escrito contido
que se esforça, mas alicia
e me transforma em poesia...
O que digo pra ele
(ou minto)
É verso sem medida
No resto de um poema noturno
Onde transbordo silenciosa
quando em rima eu durmo
e acordo prosa
(e não digo)
é meu escrito contido
que se esforça, mas alicia
e me transforma em poesia...
O que digo pra ele
(ou minto)
É verso sem medida
No resto de um poema noturno
Onde transbordo silenciosa
quando em rima eu durmo
e acordo prosa
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