Um olhar boiava
fora do mar
afogava barcos
pesados e estrangeiros
(embarcações à deriva)
E a onda indecisa
me arrastava
para as saudades
oceânicas
sábado, 24 de novembro de 2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
livro de cabeceira
(para um artista e poeta)
leio teus versos
(perfeitos)
és agora:
poeta eleito
...deito sobre a medida
que a rima
dissimula
leio-te à procura
de um eu-lírico
que se perdeu
no desconcerto
íntimo
de um poema
que foi meu
leio teus versos
(perfeitos)
és agora:
poeta eleito
...deito sobre a medida
que a rima
dissimula
leio-te à procura
de um eu-lírico
que se perdeu
no desconcerto
íntimo
de um poema
que foi meu
sábado, 20 de outubro de 2007
ensaio
Antes de abrir as cortinas
Repasso a cena:
Quando, no palco, subo
E represento tua amante
Assumo o papel principal:
Mera coadjuvante,
- na tua cama -
protagonizo um drama real
Repasso a cena:
Quando, no palco, subo
E represento tua amante
Assumo o papel principal:
Mera coadjuvante,
- na tua cama -
protagonizo um drama real
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
patrimônio
Tenho na palma da mão
Meu coração em pedaços
Protejo seus retalhos
E o grão que teu beijo espalha
Saliva em gotas... migalhas
Tudo o que, sendo mínimo,
Se valoriza como pérolas:
As minúsculas células da tua alma!
E mantenho meu tesouro
Guardado com o gosto da tua boca
No baú do meu corpo
Até nosso próximo encontro
Meu coração em pedaços
Protejo seus retalhos
E o grão que teu beijo espalha
Saliva em gotas... migalhas
Tudo o que, sendo mínimo,
Se valoriza como pérolas:
As minúsculas células da tua alma!
E mantenho meu tesouro
Guardado com o gosto da tua boca
No baú do meu corpo
Até nosso próximo encontro
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
lúdica*
Perdoa meu jeito atrevido
de devorar teu sorriso
(e te molhar sem frescura
se tua boca me manipula)
Perdoa meu jeito atirado
de te puxar pro meu lado
(e me mostrar insegura
quando tua mão me vasculha)
Perdoa meu jeito explícito
de aliciar teus pêlos ilícitos
(e me apresentar confusa
se nosso prazer se mistura)
Perdoa meu jeito indiscreto
De beijar teu membro ereto
(e saciar minha gula
quando teu gosto me inaugura)
Perdoa meu jeito voraz
de te pedir sempre mais....
Perdoa meu jeito sincero:
De te dizer que te quero!!
(*Releitura/reescritura de um poema antigo... provavelmente de 2004/2005.)
de devorar teu sorriso
(e te molhar sem frescura
se tua boca me manipula)
Perdoa meu jeito atirado
de te puxar pro meu lado
(e me mostrar insegura
quando tua mão me vasculha)
Perdoa meu jeito explícito
de aliciar teus pêlos ilícitos
(e me apresentar confusa
se nosso prazer se mistura)
Perdoa meu jeito indiscreto
De beijar teu membro ereto
(e saciar minha gula
quando teu gosto me inaugura)
Perdoa meu jeito voraz
de te pedir sempre mais....
Perdoa meu jeito sincero:
De te dizer que te quero!!
(*Releitura/reescritura de um poema antigo... provavelmente de 2004/2005.)
sábado, 1 de setembro de 2007
anti-soneto
Com a boca felina
O verbo preenche a rima
que brilha impaciente
(entre as coxas)
rica de desejos
... clandestina
Num toque aceso
(entre os dedos)
o verso insere
seu gesto ereto
na estrofe desmedida
e inscreve o soneto
(...obsceno)
que a libido assina
O verbo preenche a rima
que brilha impaciente
(entre as coxas)
rica de desejos
... clandestina
Num toque aceso
(entre os dedos)
o verso insere
seu gesto ereto
na estrofe desmedida
e inscreve o soneto
(...obsceno)
que a libido assina
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
demora
Horas nubladas de espera
Entram pela janela
e se espalham na casa
...uma espessa camada de saudade
Me abraça...
Deixando a pele
em brasa
O tempo pára...
Me esquece... desaparece
num silêncio que me cala...
Por dentro, sua falta me explora
...sua ausência bate à porta
e o telefone não toca...
Entram pela janela
e se espalham na casa
...uma espessa camada de saudade
Me abraça...
Deixando a pele
em brasa
O tempo pára...
Me esquece... desaparece
num silêncio que me cala...
Por dentro, sua falta me explora
...sua ausência bate à porta
e o telefone não toca...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Agradecimento
A Maria Borges indicou este blog para o Prêmio Blog 5 Estrelas.
Vejam o regulamento em:
Nada pra mim
Deixo a seguir (apenas) os cinco que me são solicitados... em desordem de sentimentos:
Múcio Góes
Rayanne
Lume vagante
Moacir Caetano
Bizarro Deslumbre
Vejam o regulamento em:
Nada pra mim
Deixo a seguir (apenas) os cinco que me são solicitados... em desordem de sentimentos:
Múcio Góes
Rayanne
Lume vagante
Moacir Caetano
Bizarro Deslumbre
sábado, 11 de agosto de 2007
um poema de ELSA LÓPEZ
"No pronuncio tu nombre por miedo a ver la herida
y el golpe de la sangre.
No digo las palabras que debiera decirte.
Te miro.
Te contemplo.
Te observo.
Ojeo las esquelas y el tiempo de las nubes.
Luego digo algo inútil,
mágico,
irreparable.
Digo cosas curiosas como decir:
qué tal, hace calor, te quiero,
anoche he deseado tu cuerpo nuevamente.
Pero nada se oye dentro de las paredes.
Tú me miras inquieto, decidido,
cobarde.
(Mi corazón empieza a deslizarse
por la suave pendiente de tu pelo.)"
y el golpe de la sangre.
No digo las palabras que debiera decirte.
Te miro.
Te contemplo.
Te observo.
Ojeo las esquelas y el tiempo de las nubes.
Luego digo algo inútil,
mágico,
irreparable.
Digo cosas curiosas como decir:
qué tal, hace calor, te quiero,
anoche he deseado tu cuerpo nuevamente.
Pero nada se oye dentro de las paredes.
Tú me miras inquieto, decidido,
cobarde.
(Mi corazón empieza a deslizarse
por la suave pendiente de tu pelo.)"
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