Converso
Com tua prosa
Sem nexo...
Oblíqua
E poliglota
Falo...
teu rígido
e vernáculo
Vocábulo:
Lírico dialeto
Que minha língua
Decora
domingo, 11 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Feliz ano (de) novo!!
Bate o coração
apressado
em descompasso
batendo de vez em quando
pelas ruas azuis...
com o sol em plena luz
dourando...
adorando...
Lá tudo era feliz
cidade
Agora:
saudade...
E todos os versos
parecem ciganos
nômades encantos
curitibanos
apressado
em descompasso
batendo de vez em quando
pelas ruas azuis...
com o sol em plena luz
dourando...
adorando...
Lá tudo era feliz
cidade
Agora:
saudade...
E todos os versos
parecem ciganos
nômades encantos
curitibanos
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
platônico
Paisagem hesitante
No teu colo
- a rígida maciez
Do falo
Em exposição:
Sacanagem constante
Ao alcance
Da (minha) mão
No teu colo
- a rígida maciez
Do falo
Em exposição:
Sacanagem constante
Ao alcance
Da (minha) mão
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
alívio
seu tato
suave
prefere
a febre da rima
que arde
e se abre
quando sua pele
me queima
em segredo
e deixa meu peso
mais leve
suave
prefere
a febre da rima
que arde
e se abre
quando sua pele
me queima
em segredo
e deixa meu peso
mais leve
domingo, 16 de novembro de 2008
náufrago*
Eu quero ver/ter o mar
- Não as águas que me afogam
mas a imensidão de navegar...
Em vez de castelos de areia
Desmanchando solidões alheias
quero detalhes marítimos...
mergulhados em salgadas sensações
no fluxo dos olhares mais íntimos...
Quero a profundidade serena do mar
(de onde ninguém possa me resgatar)
*Lembrando do filme "O Piano".
- Não as águas que me afogam
mas a imensidão de navegar...
Em vez de castelos de areia
Desmanchando solidões alheias
quero detalhes marítimos...
mergulhados em salgadas sensações
no fluxo dos olhares mais íntimos...
Quero a profundidade serena do mar
(de onde ninguém possa me resgatar)
*Lembrando do filme "O Piano".
domingo, 9 de novembro de 2008
Avant-première
(um poema idealizado e editado a quatro mãos, quatro pernas, duas bocas... cena a cena)*
No quarto - cenário improvisado
Cortinas e quadros são platéia
A contar quantos gemidos tortos
Cabem na nossa noite de estréia
Na cama, o lençol é tela
Nela projetamos o melhor do drama
Numa visão distorcida que dispensa câmera
Teu olhar, objetiva lente,
Toma minha nuca em primeiro plano
Cada gesto se prende na razão que se desgoverna
...tua boca me põe um beijo entre as pernas
E ensaiamos a aventura que se estende
por um roteiro sem direção
à procura do foco perfeito:
1° ato... meus desejos brilham entre teus dedos
2° ato ... meus seios deslizam e em tuas mãos se encaixam
Em todos os outros atos:
Se clímax me ofereço, te recebo ereção
Amadores e amantes neste filme
Repetimos... a cena... à exaustão
* Com o poeta e roteirista Rafael
Leitores queridos!!
Este poema está no meu livro... repostei-o hoje como uma espécie de convite à Semana Especial no BLOG DE 7 CABEÇAS: CINEMA
No quarto - cenário improvisado
Cortinas e quadros são platéia
A contar quantos gemidos tortos
Cabem na nossa noite de estréia
Na cama, o lençol é tela
Nela projetamos o melhor do drama
Numa visão distorcida que dispensa câmera
Teu olhar, objetiva lente,
Toma minha nuca em primeiro plano
Cada gesto se prende na razão que se desgoverna
...tua boca me põe um beijo entre as pernas
E ensaiamos a aventura que se estende
por um roteiro sem direção
à procura do foco perfeito:
1° ato... meus desejos brilham entre teus dedos
2° ato ... meus seios deslizam e em tuas mãos se encaixam
Em todos os outros atos:
Se clímax me ofereço, te recebo ereção
Amadores e amantes neste filme
Repetimos... a cena... à exaustão
* Com o poeta e roteirista Rafael
Leitores queridos!!
Este poema está no meu livro... repostei-o hoje como uma espécie de convite à Semana Especial no BLOG DE 7 CABEÇAS: CINEMA
domingo, 2 de novembro de 2008
desconstrução
Amei da última vez
Como se fosse a primeira
Beijei teus lábios de insensatez
Como se estivesse inteira
E cada desejo teu
Como se verdadeiro...
Parei pra te acariciar
Como se fosse certo
E me perdi no teu ser(tão) deserto...
Como se fosse a primeira
Beijei teus lábios de insensatez
Como se estivesse inteira
E cada desejo teu
Como se verdadeiro...
Parei pra te acariciar
Como se fosse certo
E me perdi no teu ser(tão) deserto...
sábado, 18 de outubro de 2008
banquete
Degusto teu gosto
Sempre pronto
Pro contato labial:
Teu exposto
E monossilábico
Pau
Sugo teu sumo
Te engulo morno
E ácido...
Meu habitual
Ato fálico
Sempre pronto
Pro contato labial:
Teu exposto
E monossilábico
Pau
Sugo teu sumo
Te engulo morno
E ácido...
Meu habitual
Ato fálico
domingo, 28 de setembro de 2008
re-impressões
O Beijo que
Te enfeita a sala
E me fita
Também rima
Com a palavra
Que adorna meu verso
...noutro quarto
Onde teu gesto contorna
o pensamento que guardo:
Esboço da paisagem natural
Na tela inconclusa
Que a chuva (no rosto)
Transforma...
Em iminente
Temporal
(Nota de rodapé: Tem uma resenha do meu "Texto sentido" num certo recanto)
Te enfeita a sala
E me fita
Também rima
Com a palavra
Que adorna meu verso
...noutro quarto
Onde teu gesto contorna
o pensamento que guardo:
Esboço da paisagem natural
Na tela inconclusa
Que a chuva (no rosto)
Transforma...
Em iminente
Temporal
(Nota de rodapé: Tem uma resenha do meu "Texto sentido" num certo recanto)
domingo, 14 de setembro de 2008
mudança nos tempos*
fomos pessoas plurais
de um verbo singular
em suas formas (i)nominais
e modos imperativos de declinar
somos, hoje,
pretéritos Nós
de um ex-futuro insistente
que o tempo,
atroz sujeito,
conjuga no presente
quase-(im)perfeito
* Para alguém "resgatado"
de um verbo singular
em suas formas (i)nominais
e modos imperativos de declinar
somos, hoje,
pretéritos Nós
de um ex-futuro insistente
que o tempo,
atroz sujeito,
conjuga no presente
quase-(im)perfeito
* Para alguém "resgatado"
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