sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

mea culpa

Me perdoa
pelo susto
que te visita
quando, esquiva,
num impulso
te abraço:
brasa
e me julgo
brisa

domingo, 11 de janeiro de 2009

babel

Converso
Com tua prosa
Sem nexo...
Oblíqua
E poliglota
Falo...
teu rígido
e vernáculo
Vocábulo:
Lírico dialeto
Que minha língua
Decora

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz ano (de) novo!!

Bate o coração
apressado
em descompasso
batendo de vez em quando
pelas ruas azuis...
com o sol em plena luz
dourando...
adorando...
Lá tudo era feliz
cidade
Agora:
saudade...
E todos os versos
parecem ciganos
nômades encantos
curitibanos

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

platônico

Paisagem hesitante
No teu colo
- a rígida maciez
Do falo
Em exposição:
Sacanagem constante
Ao alcance
Da (minha) mão

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

alívio

seu tato
suave
prefere
a febre da rima
que arde
e se abre
quando sua pele
me queima
em segredo
e deixa meu peso
mais leve

domingo, 16 de novembro de 2008

náufrago*

Eu quero ver/ter o mar
- Não as águas que me afogam
mas a imensidão de navegar...
Em vez de castelos de areia
Desmanchando solidões alheias
quero detalhes marítimos...
mergulhados em salgadas sensações
no fluxo dos olhares mais íntimos...

Quero a profundidade serena do mar
(de onde ninguém possa me resgatar)

*Lembrando do filme "O Piano".

domingo, 9 de novembro de 2008

Avant-première

(um poema idealizado e editado a quatro mãos, quatro pernas, duas bocas... cena a cena)*


No quarto - cenário improvisado
Cortinas e quadros são platéia
A contar quantos gemidos tortos
Cabem na nossa noite de estréia
Na cama, o lençol é tela
Nela projetamos o melhor do drama
Numa visão distorcida que dispensa câmera
Teu olhar, objetiva lente,
Toma minha nuca em primeiro plano
Cada gesto se prende na razão que se desgoverna
...tua boca me põe um beijo entre as pernas
E ensaiamos a aventura que se estende
por um roteiro sem direção
à procura do foco perfeito:
1° ato... meus desejos brilham entre teus dedos
2° ato ... meus seios deslizam e em tuas mãos se encaixam
Em todos os outros atos:
Se clímax me ofereço, te recebo ereção
Amadores e amantes neste filme
Repetimos... a cena... à exaustão

* Com o poeta e roteirista Rafael

Leitores queridos!!
Este poema está no meu livro... repostei-o hoje como uma espécie de convite à Semana Especial no BLOG DE 7 CABEÇAS: CINEMA

domingo, 2 de novembro de 2008

desconstrução

Amei da última vez
Como se fosse a primeira
Beijei teus lábios de insensatez
Como se estivesse inteira
E cada desejo teu
Como se verdadeiro...

Parei pra te acariciar
Como se fosse certo
E me perdi no teu ser(tão) deserto...