quinta-feira, 1 de julho de 2010

no pretérito

Era tudo e nada
era uma forma inventada
de sentir prazer
era o gosto inédito
da boca inaugurada pelo teu ser
era a possibilidade e o acerto
era o desconcerto dos movimentos
era a mão sem lugar onde se pôr
era o olhar a ver colorido um só momento
(mesmo que tudo fosse sem cor)
era a alma a debater-se em dilemas
era um pequeno poema

Era nada
era tudo!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

discurso (in)direto

Quando escrevo
meus planos
sem contexto
entre parênteses
no corpo... nas cartas
e leio minhas marcas
entre farpas
entre cascas
... Emudeço
(e penso):
Ando farta
de dizer
eu-te-amo
(entre aspas)

sábado, 19 de junho de 2010

delírio de uma noite sem verão

Deito em nossa cama
para esperar o momento
perfeito e oportuno
de invadir teu esquecimento
num desses meus impulsos noturnos
... No repouso do corpo
meu desejo latejante se adia
sonhando ter tua âncora
fincada em minha fantasia

sábado, 12 de junho de 2010

amante

Existe
um contraste
constante
Das tuas mãos hesitantes
e teu olhar excitante
que me olha
e molha
interna
eterna
(entre as pernas)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

um certo olhar

não é na cor
do teu olho
que me fixo:
azul indistinto

sinto "meu" amor
refletido
quando te fito

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FELIZ NOVO ANO

Sem muito
a dizer
além dos velhos
e (nem tão) bons
clichês
percorro as mesmas
linhas
que só
trilhas...

Perdoem a falta de poesia... Promessa pra 2010: POETAR MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO!!!!!
Felicidades a todos que pasarem por aqui!


PRESENTE: o amigo poético MARCOS CÔRTES (http://poetaalgum.blogspot.com) me deu esse precioso poema de presente:

Dona

Dona,
quer ser poesia quando crescer:
Mas sabe o belo que foi,
mal sabe o belo que é.

Para quê ser poesia,
se seu corpo e sua alma,
fazem dela poetisa:
é tão mais divertido assim!

Dona,
é Dona de si.
Viaja nada inocente,
neste mundo de poesias.
Canta suas rimas,
Toca seu corpo.
E do despedaçado,
fez um eco-cardio-drama.

Dona,
cheia de prosas e fetiches
Saiba o belo que é.
Dona de si, feita em versos.
E de corpo e alma,
és Dona Poetisa.

domingo, 20 de dezembro de 2009

eco-cardio-drama

Meu músculo
minúsculo
se esconde
entre órgãos e sangue
num prolapso
ainda bate
bombardeia
meu peito
- que rebate:
"Não enfarte"

[...]

no diagnóstico
o óbvio:
meu coração em partes