Enquanto a rima descansa
e o coração arranja outro motivo
para não parar de bater,
enquanto a conversa sem graça
passa pela boca e silencia
vazia de seu prazer...
A mente viaja
em diversos solos
fixa em seus propósitos:
ser feliz, de polo a polo!
Queridos leitores,
Durante minhas férias, ocorrerá em Sampa o lançamento de mais um maravilhoso livro do meu mais que admirado poetamigo Mucio Goes.
Dia 09/10, no Espaço Alberico, Pça Benedito Calixto, 159 - pra quem estiver por aqui: IMPERDÍVEL!!!
É dele:
"FINESSE
Dona
de uma fineza
absoluta:
na sala, Sartre.
na cama, Sutra."
finalista do Fliporto TOC 140. http://www.fliportodigital.net/index.php/toc-140/
quem puder dar uma força lá, ficarei muito grata!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
poema mútuo
Fizemos da paciência
nossa virtude plena
num tempo desmedido,
marcado pela ampulheta do vinho,
bebemos sorrisos
tragamos urgências
inaugurais
misturando
inconsequências iguais
sobre os lençóis,
sóbrias inverdades:
nus, somente nós
embriagados de encanto
nos degustamos
entretanto...
nossa virtude plena
num tempo desmedido,
marcado pela ampulheta do vinho,
bebemos sorrisos
tragamos urgências
inaugurais
misturando
inconsequências iguais
sobre os lençóis,
sóbrias inverdades:
nus, somente nós
embriagados de encanto
nos degustamos
entretanto...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
beijo
se seu lábio
me toca,
(suave)
a poesia
se abre
sob minhas roupas
enquanto seu poema
concreto
desliza pelo meu corpo
... o gosto da sua boca
atiça o alvo secreto
entre minhas coxas
me toca,
(suave)
a poesia
se abre
sob minhas roupas
enquanto seu poema
concreto
desliza pelo meu corpo
... o gosto da sua boca
atiça o alvo secreto
entre minhas coxas
sábado, 4 de setembro de 2010
(ri)mar é preciso
Ancorada no teu corpo
permaneço íntima do mar
lá... tuas águas me fazem mergulhar
À procura do incerto cais
... teu líquido desejo... (teus sinais)
E deságuo nos teus braços surreais...
Me afogo... Deixo-me embarcar...
naufrago ao te navegar...
permaneço íntima do mar
lá... tuas águas me fazem mergulhar
À procura do incerto cais
... teu líquido desejo... (teus sinais)
E deságuo nos teus braços surreais...
Me afogo... Deixo-me embarcar...
naufrago ao te navegar...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
para ti (um porto novo)
enquanto isso...
escrevo um poema mudo
que parece (ab)surdo
e rabisco
teu nome
no meu corpo
quando a fome
do encontro
me atiça
e eriça as lembranças
do mar
São saudades
de novo
do porto
do corpo novo
escrevo um poema mudo
que parece (ab)surdo
e rabisco
teu nome
no meu corpo
quando a fome
do encontro
me atiça
e eriça as lembranças
do mar
São saudades
de novo
do porto
do corpo novo
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
(in)constância
vez por outra
ele vem:
mira minha roupa
(me prefere sem)
vez por outra
ele me encontra
eu sempre pronta
(ele só: alguém)
vez por outra
ele beija minha boca
como ninguém
e me faz bem
... vez por outra...
ele vem:
mira minha roupa
(me prefere sem)
vez por outra
ele me encontra
eu sempre pronta
(ele só: alguém)
vez por outra
ele beija minha boca
como ninguém
e me faz bem
... vez por outra...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Presente de aniversário
Mais uma vez retirei-me
Extirpando de dentro tudo que a mim lembrasse
Queria estar olhando para tudo isento
Descobri que não conseguiria
Não há como não julgar as pessoas
Olhamos sempre impregnados de preconceitos
Achismos infundados sobre desconhecimentos
Certezas pétreas como o monte de poeira
Espanado com a fúria de nossas dúvidas
Tornamo-nos confusos e soberbos
Prepotentes, supomos que conseguiremos definir tudo
Quando nem a nós mesmos sabemos definir
Precisamos muito mais que olhos para notar
O mundo incontável de outros que nos cercam
Devemos esquecer do que lembramos
Sentir cada momento amplamente
Eriçar os pelos da alma ardente
Gozar de forma intensa cada linda surpresa
Surtar ao menor contato com a possibilidade de ficar parado
Movermo-nos, nem que num rumo introspectivo
Revendo atos, atitudes, virtudes
Sendo arrimo de nossos eus
Interpretadores plenos do que sonhamos
Edificadores únicos de lúdicos objetivos
Saibamos semear e colher colaboradores
Permita que eu seja um deles
Como um texto inédito a ser corrigido
Mas não pare diante de minha forma amorfa
Entranha-se na beleza desconcertantemente desconhecida
Revisora deste sentir inédito e noviço
Disserte em meus erros regenciais
Discorde das minhas concordâncias nominais tão formais
Insira objetividade em meus objetos indiretos
Faça seu predicado ser sujeito de minha paz
Resuma-nos numa oração coordenada assindética
Onde os caminhos são sempre incertos
Quando a finalidade causal dos verbos remete
Ao contínuo e infinito questionar
Pois tudo começa no ponto final da frase:
Adoro você
As distâncias então inexistem
Sobrevém a sensação de cumplicidade
Confiança é a palavra que apraz
Neste tufão entre não tocar e realidade
Muito mais forte que afinidade
Mesmo sem sequer ter visto
Imagino sua verdade
A beleza do som de seu sorriso
O impacto da felicidade contida em sua voz
Desimporta como és enfim
A diferença entre as palavras é imensa
Fiquemos combinados assim
A data de hoje é especial para todos
Você, essencial para mim
Parabéns!
Presente de aniversário, poema de Destro (minha alma-poética-gêmea), postado em 15/07/2005, no extinto blog "Poemas e Devaneios")
Extirpando de dentro tudo que a mim lembrasse
Queria estar olhando para tudo isento
Descobri que não conseguiria
Não há como não julgar as pessoas
Olhamos sempre impregnados de preconceitos
Achismos infundados sobre desconhecimentos
Certezas pétreas como o monte de poeira
Espanado com a fúria de nossas dúvidas
Tornamo-nos confusos e soberbos
Prepotentes, supomos que conseguiremos definir tudo
Quando nem a nós mesmos sabemos definir
Precisamos muito mais que olhos para notar
O mundo incontável de outros que nos cercam
Devemos esquecer do que lembramos
Sentir cada momento amplamente
Eriçar os pelos da alma ardente
Gozar de forma intensa cada linda surpresa
Surtar ao menor contato com a possibilidade de ficar parado
Movermo-nos, nem que num rumo introspectivo
Revendo atos, atitudes, virtudes
Sendo arrimo de nossos eus
Interpretadores plenos do que sonhamos
Edificadores únicos de lúdicos objetivos
Saibamos semear e colher colaboradores
Permita que eu seja um deles
Como um texto inédito a ser corrigido
Mas não pare diante de minha forma amorfa
Entranha-se na beleza desconcertantemente desconhecida
Revisora deste sentir inédito e noviço
Disserte em meus erros regenciais
Discorde das minhas concordâncias nominais tão formais
Insira objetividade em meus objetos indiretos
Faça seu predicado ser sujeito de minha paz
Resuma-nos numa oração coordenada assindética
Onde os caminhos são sempre incertos
Quando a finalidade causal dos verbos remete
Ao contínuo e infinito questionar
Pois tudo começa no ponto final da frase:
Adoro você
As distâncias então inexistem
Sobrevém a sensação de cumplicidade
Confiança é a palavra que apraz
Neste tufão entre não tocar e realidade
Muito mais forte que afinidade
Mesmo sem sequer ter visto
Imagino sua verdade
A beleza do som de seu sorriso
O impacto da felicidade contida em sua voz
Desimporta como és enfim
A diferença entre as palavras é imensa
Fiquemos combinados assim
A data de hoje é especial para todos
Você, essencial para mim
Parabéns!
Presente de aniversário, poema de Destro (minha alma-poética-gêmea), postado em 15/07/2005, no extinto blog "Poemas e Devaneios")
quinta-feira, 1 de julho de 2010
no pretérito
Era tudo e nada
era uma forma inventada
de sentir prazer
era o gosto inédito
da boca inaugurada pelo teu ser
era a possibilidade e o acerto
era o desconcerto dos movimentos
era a mão sem lugar onde se pôr
era o olhar a ver colorido um só momento
(mesmo que tudo fosse sem cor)
era a alma a debater-se em dilemas
era um pequeno poema
Era nada
era tudo!!
era uma forma inventada
de sentir prazer
era o gosto inédito
da boca inaugurada pelo teu ser
era a possibilidade e o acerto
era o desconcerto dos movimentos
era a mão sem lugar onde se pôr
era o olhar a ver colorido um só momento
(mesmo que tudo fosse sem cor)
era a alma a debater-se em dilemas
era um pequeno poema
Era nada
era tudo!!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
discurso (in)direto
Quando escrevo
meus planos
sem contexto
entre parênteses
no corpo... nas cartas
e leio minhas marcas
entre farpas
entre cascas
... Emudeço
(e penso):
Ando farta
de dizer
eu-te-amo
(entre aspas)
meus planos
sem contexto
entre parênteses
no corpo... nas cartas
e leio minhas marcas
entre farpas
entre cascas
... Emudeço
(e penso):
Ando farta
de dizer
eu-te-amo
(entre aspas)
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