num domingo
em paz
ao sol
ao som
de Bach
ou um tom
de jazz
domingo, 19 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
anônimo
Teu nome
na minha língua
é silêncio corrosivo
falo que os lábios calam
quando teu verbo discorre
sob a seda do meu vestido
Teu nome
na minha boca
é ausência de som
sal que os olhos molham
quando tua verve escorre
e me borra o batom
na minha língua
é silêncio corrosivo
falo que os lábios calam
quando teu verbo discorre
sob a seda do meu vestido
Teu nome
na minha boca
é ausência de som
sal que os olhos molham
quando tua verve escorre
e me borra o batom
sábado, 4 de dezembro de 2010
trama para te ser
no linho
alinhavo
novo bordado
com renda carmim
fio
(cio cingido)
pesponto
teu corpo
tecido
em mim
Saiu na net: Ricardo Kelmer escreve sobre "O texto sentido"
http://blogdokelmer.wordpress.com/2010/12/03/cio-das-letras-sandra-regina/
alinhavo
novo bordado
com renda carmim
fio
(cio cingido)
pesponto
teu corpo
tecido
em mim
Saiu na net: Ricardo Kelmer escreve sobre "O texto sentido"
http://blogdokelmer.wordpress.com/2010/12/03/cio-das-letras-sandra-regina/
terça-feira, 23 de novembro de 2010
penitência
Vim te pedir perdão
Por todo esse amor
Que trago
Engasgado, afobado
Vim te pedir perdão
Pelas preces que faço,
Pela pressa de ser tua
Vim te pedir perdão
Por todos os pecados
Omitidos
Quando me exponho em sorrisos
E te ofereço meu corpo
Desavergonhado
Por todo esse amor
Que trago
Engasgado, afobado
Vim te pedir perdão
Pelas preces que faço,
Pela pressa de ser tua
Vim te pedir perdão
Por todos os pecados
Omitidos
Quando me exponho em sorrisos
E te ofereço meu corpo
Desavergonhado
sábado, 20 de novembro de 2010
de amor
meu verso
traz a rima
na pele
(à flor da febre)
no desejo que arde
quando se abre
e nasce
em seu estado
mais clichê:
meu poema
de amor
dedicado a você
traz a rima
na pele
(à flor da febre)
no desejo que arde
quando se abre
e nasce
em seu estado
mais clichê:
meu poema
de amor
dedicado a você
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
a manhã sendo
Meu corpo amanhece
Pleno e impregnado
Do desejo que repousa na cama
Onde ainda se emaranham
Minha pele e suas coxas
... e o cheiro úmido de promessa
(que penetra entre minhas pernas)
Remete ao gosto do seu gozo
Que adormece
Em minha boca
Pleno e impregnado
Do desejo que repousa na cama
Onde ainda se emaranham
Minha pele e suas coxas
... e o cheiro úmido de promessa
(que penetra entre minhas pernas)
Remete ao gosto do seu gozo
Que adormece
Em minha boca
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
deusa
Sou sedutora Afrodite
No imaginário de teus fetiches...
Sou a híbrida Diadorim
Delicada guerreira de boca carmim
Sou inatingível Helena
troféu da tua batalha pequena
Sou Penélope a tecer
os fios mais doces de teu prazer...
Sou Capitu desmitificada:
Tua (e)terna namorada!
Postei um novo exercício de escrita em prosa! Passem por lá: De tudo fica um conto
No imaginário de teus fetiches...
Sou a híbrida Diadorim
Delicada guerreira de boca carmim
Sou inatingível Helena
troféu da tua batalha pequena
Sou Penélope a tecer
os fios mais doces de teu prazer...
Sou Capitu desmitificada:
Tua (e)terna namorada!
Postei um novo exercício de escrita em prosa! Passem por lá: De tudo fica um conto
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
duelo verbal
Sou como rima imperfeita,
musa maldita que se deita
com tuas taras desmedidas
... tuas frases indecisas
Sou, dos teus versos, a prosa,
a poesia que do teu verbo jorra
quando goza
Juntos, somos parceria:
armadilha e escrita
Uma crônica incompleta
ou palavras complexas
Somos discretas inverdades
Numa sintaxe desconexa:
Sou teu meio-termo
És minha rara-metade
musa maldita que se deita
com tuas taras desmedidas
... tuas frases indecisas
Sou, dos teus versos, a prosa,
a poesia que do teu verbo jorra
quando goza
Juntos, somos parceria:
armadilha e escrita
Uma crônica incompleta
ou palavras complexas
Somos discretas inverdades
Numa sintaxe desconexa:
Sou teu meio-termo
És minha rara-metade
terça-feira, 26 de outubro de 2010
convite
Por que você não me chega de repente
me vira, me remexe, me prende...
me prova o gosto escondido
abafa meu gemido?
Por que você não vem agora
me desvenda, me deflora
me joga na sua cama
me chama?
Por que você não me veste com seus fetiches,
excede nossos limites
me despe dessas promessas eternas?
Por que não me abre logo as pernas?
me vira, me remexe, me prende...
me prova o gosto escondido
abafa meu gemido?
Por que você não vem agora
me desvenda, me deflora
me joga na sua cama
me chama?
Por que você não me veste com seus fetiches,
excede nossos limites
me despe dessas promessas eternas?
Por que não me abre logo as pernas?
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
partilha
à delicadeza
gentil
do seu gesto
manifesto-me
acesa e sua
e ofereço
meu verso
ao seu desejo viril
que inunda
com sua matéria-prima
(obscena)
a rima fecunda
do meu corpo-poema
gentil
do seu gesto
manifesto-me
acesa e sua
e ofereço
meu verso
ao seu desejo viril
que inunda
com sua matéria-prima
(obscena)
a rima fecunda
do meu corpo-poema
Assinar:
Postagens (Atom)