sele minha pele
com sua saliva
leve sua língua
à flor da minha pele
(onde) seu lábio
de leve
me revele
selo em relevo
febre e zelo
em sê-lo:
pelo
impele minha pele
ao fogo
do seu apelo
até que sua pele
pelo meu gozo
apele
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
para uma quarta-feira (quase) cinza*
Recuperando o presente,
Percorro aqueles passados
Outros feriados sem fim
E todos os domingos
Que você roubou de mim
Recolho migalhas de carinho
Nos abraços que ainda sinto
Espalhados entre os nãos
Dos seus atalhos em meus vãos
*Repostagem
Percorro aqueles passados
Outros feriados sem fim
E todos os domingos
Que você roubou de mim
Recolho migalhas de carinho
Nos abraços que ainda sinto
Espalhados entre os nãos
Dos seus atalhos em meus vãos
*Repostagem
domingo, 6 de março de 2011
tua presença*
Vieste de dias distantes
bem antes... de alguma poesia
Chegaste vibrante
Quando sem rimas eu vivia...
Vieste sem dizer palavra tua
(recitando sonhos alheios)
Me iluminaste de Lua
Como lunática eu passeio
Sopraste nos meus versos banais
Teu jeito sutil de observar
Vendo mais sem me olhar
Com olhares ternos e acidentais
Estás agora aqui
(...Vieste a perder-te nestas linhas)
Em meus poemas ficaste...
Quando eu nem acreditava que vinhas...
*Tirado lá do fundo da gaveta...rs... post originalmente escrito no "Poemas e devaneios", nos idos de 2005
bem antes... de alguma poesia
Chegaste vibrante
Quando sem rimas eu vivia...
Vieste sem dizer palavra tua
(recitando sonhos alheios)
Me iluminaste de Lua
Como lunática eu passeio
Sopraste nos meus versos banais
Teu jeito sutil de observar
Vendo mais sem me olhar
Com olhares ternos e acidentais
Estás agora aqui
(...Vieste a perder-te nestas linhas)
Em meus poemas ficaste...
Quando eu nem acreditava que vinhas...
*Tirado lá do fundo da gaveta...rs... post originalmente escrito no "Poemas e devaneios", nos idos de 2005
domingo, 27 de fevereiro de 2011
parceria
Quero fazer
(um poema de)
amor
com você
Quero fazer
para você
um poema
de verdades pequenas
e clichês
de rimas quentes
de repentes
um poema
apenas
para arder
Quero fazer
com você
um poema
ousado e moderno
livre em flor:
o melhor poema
de amor
(um poema de)
amor
com você
Quero fazer
para você
um poema
de verdades pequenas
e clichês
de rimas quentes
de repentes
um poema
apenas
para arder
Quero fazer
com você
um poema
ousado e moderno
livre em flor:
o melhor poema
de amor
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
metapoética
saio da linha
a cada rima
à mostra.
aberta a página,
a sílaba
ácida
está exposta
liberto minhas taras
e outras amarras
no texto sem sentido
prefiro um gesto
ao estilo
abdico, improviso
impressa no verso
... me livro
a cada rima
à mostra.
aberta a página,
a sílaba
ácida
está exposta
liberto minhas taras
e outras amarras
no texto sem sentido
prefiro um gesto
ao estilo
abdico, improviso
impressa no verso
... me livro
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
teu rosto
O que pedem estes olhos
que te perseguem
em filmes reeditados
em versos inacabados
O que querem estes olhos
que todos os gestos
ofuscam
quando te buscam
meus olhares indiscretos
O que olham esses olhos,
quando todo o resto
do corpo que te entrego
se molha e te recolhe
enquanto teu rosto
Eu olho
que te perseguem
em filmes reeditados
em versos inacabados
O que querem estes olhos
que todos os gestos
ofuscam
quando te buscam
meus olhares indiscretos
O que olham esses olhos,
quando todo o resto
do corpo que te entrego
se molha e te recolhe
enquanto teu rosto
Eu olho
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
prece
Na manhã vazia
A liturgia clama
Por nossa rima profana
Crucificado
Ao seu lado,
Meu corpo pede
Que eu permaneça
Enquanto eu rezo
Para que você
Milagrosamente
Aconteça
A liturgia clama
Por nossa rima profana
Crucificado
Ao seu lado,
Meu corpo pede
Que eu permaneça
Enquanto eu rezo
Para que você
Milagrosamente
Aconteça
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
defeitos meus
Te quero
(Não dissimulo)
Me entrego
E me acostumo
Depressa
Com o gosto
E o cheiro
de promessa
Que teu corpo
deixa
na cama
onde te deitas
(Não dissimulo)
Me entrego
E me acostumo
Depressa
Com o gosto
E o cheiro
de promessa
Que teu corpo
deixa
na cama
onde te deitas
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
SARAU DA AVANHANDAVA
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
fala ciosa
Se você
"deixar comigo",
alicio sua libido:
fixo o castanho
dos seus olhos
no meu casto olhar
pouso meu verso
quase inibido
no seu gesto
mais vulgar
aceso seu corpo,
mantenho-o quente
e teso e pronto
num jogo iminente
que suponho
se me abrigo
(num abraço)
no afago incisivo
do seu falo
"deixar comigo",
alicio sua libido:
fixo o castanho
dos seus olhos
no meu casto olhar
pouso meu verso
quase inibido
no seu gesto
mais vulgar
aceso seu corpo,
mantenho-o quente
e teso e pronto
num jogo iminente
que suponho
se me abrigo
(num abraço)
no afago incisivo
do seu falo
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