domingo, 10 de abril de 2011

Brisa me abrasa
Leva a febre à pele
Num abraço carmim
Que seja assim:
Te quero bem
Meu querubim

sábado, 9 de abril de 2011

de repente

de tanto ver
seu verso (en)cantado
na minha frente:
o fogo rente
rosto que marca
moço em seu chapéu
(de tanto ver
creio na farsa
do seu cordel)

de tanto ouvir
na sua voz
a rima
veloz de
sertão em canto
(vez em quando)
Sou pranto
enquanto o canto
é silêncio...
na fumaça
que abrasa
(se seu abraço escassa)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cordel



Workshop de Literatura de Cordel com Carlos Galdino: 09/04/2011


no Memorial da América Latina. Inscrições GRATUITAS e Vagas Limitadas!

Pelo Tel: 3823-4780 ou e-mail: eventoscbeal@memorial.sp.gov.br


Com participação do GAS!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

nômade

Teu beijo habita meus pensamentos:
alimento em escassa porção
A língua do teu saber
povoa minha parca sabedoria
Teu olhar mora em meus sonhos
na minha farta imaginação
E é teu cheio que permanece
Se te (res)piro à distância
Teu corpo hoje vive
visceral(mente) em mim
... se expande toda noite
e se instala quando o tato
digita meus segredos
noturnamente revelados

segunda-feira, 14 de março de 2011

apelo à flor da pele

sele minha pele
com sua saliva
leve sua língua
à flor da minha pele
(onde) seu lábio
de leve
me revele
selo em relevo
febre e zelo
em sê-lo:
pelo
impele minha pele
ao fogo
do seu apelo
até que sua pele
pelo meu gozo
apele

quarta-feira, 9 de março de 2011

para uma quarta-feira (quase) cinza*

Recuperando o presente,
Percorro aqueles passados
Outros feriados sem fim
E todos os domingos
Que você roubou de mim
Recolho migalhas de carinho
Nos abraços que ainda sinto
Espalhados entre os nãos
Dos seus atalhos em meus vãos


*Repostagem

domingo, 6 de março de 2011

tua presença*

Vieste de dias distantes
bem antes... de alguma poesia
Chegaste vibrante
Quando sem rimas eu vivia...

Vieste sem dizer palavra tua
(recitando sonhos alheios)
Me iluminaste de Lua
Como lunática eu passeio

Sopraste nos meus versos banais
Teu jeito sutil de observar
Vendo mais sem me olhar
Com olhares ternos e acidentais

Estás agora aqui
(...Vieste a perder-te nestas linhas)
Em meus poemas ficaste...
Quando eu nem acreditava que vinhas...

*Tirado lá do fundo da gaveta...rs... post originalmente escrito no "Poemas e devaneios", nos idos de 2005

domingo, 27 de fevereiro de 2011

parceria

Quero fazer
(um poema de)
amor
com você

Quero fazer
para você
um poema
de verdades pequenas
e clichês
de rimas quentes
de repentes
um poema
apenas
para arder

Quero fazer
com você
um poema
ousado e moderno
livre em flor:
o melhor poema
de amor

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

metapoética

saio da linha
a cada rima
à mostra.
aberta a página,
a sílaba
ácida
está exposta

liberto minhas taras
e outras amarras
no texto sem sentido
prefiro um gesto
ao estilo
abdico, improviso
impressa no verso
... me livro