quero te sentir
num beijo
morno e terno
que se aquece
aos poucos
para arder
eterno
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
(Alice)ando Leminski
Enquanto o verbo aliciar,
os versos seguem leminskiando:
na rima indireta
um "ai"
escorrega
e (hai)cai
os versos seguem leminskiando:
na rima indireta
um "ai"
escorrega
e (hai)cai
terça-feira, 11 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
minha (ins)piração
Quando você é poema, a poesia brota
Como se fosse prosa
meu verso se transforma em desejo
E faz o silêncio perecer à míngua
A rima acontece na ponta dos dedos
E trago sua boca na ponta da língua
Como se fosse prosa
meu verso se transforma em desejo
E faz o silêncio perecer à míngua
A rima acontece na ponta dos dedos
E trago sua boca na ponta da língua
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
impulso
De súbito
como um susto
inescrupuloso
me vem como um gozo
o desejo
de beijar seu corpo
me colar em sua boca
e apenas ser sua...
ser apenas sua...
ser sua apenas
em todos os poemas
como um susto
inescrupuloso
me vem como um gozo
o desejo
de beijar seu corpo
me colar em sua boca
e apenas ser sua...
ser apenas sua...
ser sua apenas
em todos os poemas
terça-feira, 16 de agosto de 2011
despedida
sem me despir,
ele se despede:
meu beijo
adormece
dentro
da boca
e a roupa
me aperta
sem ser aberta
sábado, 6 de agosto de 2011
flerte
desde o primeiro encontro
seu olhar me fisga
a ponto de eu não ter mais
do que o seu ponto de vista
seu olhar me fisga
a ponto de eu não ter mais
do que o seu ponto de vista
sábado, 30 de julho de 2011
máscaras
me confundo
com tantos papéis
contudo, meus desejos
são fiéis:
sou amiga, amante
noutro instante fada
vez em quando, namorada
mas assumo todas as faces
e também meus fracassos
quando ele se deita
sou mulher naqueles braços
com tantos papéis
contudo, meus desejos
são fiéis:
sou amiga, amante
noutro instante fada
vez em quando, namorada
mas assumo todas as faces
e também meus fracassos
quando ele se deita
sou mulher naqueles braços
segunda-feira, 25 de julho de 2011
âmbar
O castanho do seu olhar
A brilhar
Me devasta
Afasta o que principia
da minha desnuda hipocrisia
O castanho dos seus olhos
Quando me olha
Me devassa
Arrebata
... Me molha
A brilhar
Me devasta
Afasta o que principia
da minha desnuda hipocrisia
O castanho dos seus olhos
Quando me olha
Me devassa
Arrebata
... Me molha
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