teu rosto na moldura hora ou outra me encontra à tua procura
eu visito teu sorriso te vejo em close (em pose de astro) e acho que é pra mim que teu olho olha
a falta de cor que decora tua face colore meu pensamento por dentro, um desejo comemora na tela passa um filme em branco e preto com direito a trilha sonora
Guardei mais um soneto
num frasco de cianureto
o silêncio do verso
(meu vício)
pus num vidro de silício
o suicídio do poema
me serve de tema
mas não vira notícia...
a rima sem malícia
pede uma injeção de morfina
(para aliviar os sintomas)
a poesia permanece em coma
e na solidão absoluta
ingere mais uma dose
de cicuta