domingo, 15 de setembro de 2013
monorrímica
se não te manifestas
julgo que me detestas
E aparar arestas
como estas
é o que me resta
entre as frestas:
o gesto
é
resto
sábado, 14 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
presente (ou o livro de cabeceira)
o poema
que você
tece
tem gosto
de promessa
- moço,
meça bem
seus versos
neles a rima
não tem desgosto
tudo não passa
de um gesto:
é só um gosto
(um presente)
mas veja bem
não se apresente
tão cruel:
pra você é só
um pedaço
de papel
e pode ser
que eu me engane
com esse seu
origami
que você
tece
tem gosto
de promessa
- moço,
meça bem
seus versos
neles a rima
não tem desgosto
tudo não passa
de um gesto:
é só um gosto
(um presente)
mas veja bem
não se apresente
tão cruel:
pra você é só
um pedaço
de papel
e pode ser
que eu me engane
com esse seu
origami
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
(casando.....)
no meio dos parênteses tinha um gerúndio
tinha um gerúndio no meio dos parênteses
e isso acabou com meu discurso
tinha um gerúndio no meio dos parênteses
e isso acabou com meu discurso
domingo, 18 de agosto de 2013
dos domingos vazios
Aos domingos eu crio
(uni)versos
como quem viaja
por espaços intransitáveis
que talvez nem haja
traço e passo
por trechos
insistentemente
percorridos:
palavras gastas,
sem sentido,
anuncio...
Aos domingos eu c(r)io
devoro romances
atrasados
(te) reinvento
por dentro choro e rio
Aos domingos eu (c)rio
naufrago
me perco (s)em seu verbo
às vezes, falo
às vezes, silencio
(uni)versos
como quem viaja
por espaços intransitáveis
que talvez nem haja
traço e passo
por trechos
insistentemente
percorridos:
palavras gastas,
sem sentido,
anuncio...
Aos domingos eu c(r)io
devoro romances
atrasados
(te) reinvento
por dentro choro e rio
Aos domingos eu (c)rio
naufrago
me perco (s)em seu verbo
às vezes, falo
às vezes, silencio
domingo, 4 de agosto de 2013
domingo, 14 de julho de 2013
síndrome de amor-próprio
sempre
que você
da minha rima
se afasta
minha mão
delicada
me basta
só quando
você se ausenta
do meu corpo
em brasa
a poesia
me abraça
toda vez
que você
me escapa
eu sou
mais
amada
que você
da minha rima
se afasta
minha mão
delicada
me basta
só quando
você se ausenta
do meu corpo
em brasa
a poesia
me abraça
toda vez
que você
me escapa
eu sou
mais
amada
terça-feira, 9 de julho de 2013
a valsa* mais doce
lentas,
as notas
vêm ao encontro
dos corpos
e... se tocam...
as mesmas
notas
macias
dançam na pele
até que se revele
a poesia
no compasso
dos passos
as notas
nos abraços
repetem nosso som
no balanço
das pernas
em laço
seus braços
seus dons
(*para uma bela valsa que me fez sonhar numa tarde fria)
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