Para fugir das suas armadilhas
uso qualquer artimanha
faço vista grossa
revivo nossos clichês
Para cair em suas armadilhas
abuso da rima
invoco até algum pajé
você, em suas armadilhas,
sacaneia minha veia mulher
eu não escondo
que caio com gosto
em sua lábia canalha
se é só isso
que você quer
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
sede (do verbo ceder)
quanto mais verso
mais inverso eu rimo
e primo por aquilo
que o verbo pede
quando mato a sede
nossa rima cede
mais inverso eu rimo
e primo por aquilo
que o verbo pede
quando mato a sede
nossa rima cede
sábado, 22 de fevereiro de 2014
abstinência verbal
não necessito de nada
que seja mais
do que seus verbos
amenos
entre os meus
tempos impessoais
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
metalinguagens
com o pretexto
na ponta da língua
a palavra
vai à rima
e, se rimos,
que importa
o contexto?
na ponta da língua
a palavra
vai à rima
e, se rimos,
que importa
o contexto?
domingo, 12 de janeiro de 2014
dígito e improviso
pretexto
escrito
com os dedos
(a língua do poema
dentro da rima)
sem pena
com texto
a gente
ao vento
se inventa
enquanto
caminha
domingo, 29 de dezembro de 2013
hidrografia
na intermitência
dos dias
a poesia me recria
em outras margens
outras paragens
outra guia
e lá deságua
meu (uni)verso
líquido
que insípido
me confunde
com a rima
sem limite
do seu mapa-múndi
sábado, 28 de dezembro de 2013
cheiro
o pelo da pele
apela
e o arrepio
denuncia
o cio
só o cheiro
íntimo
ressuscita
o desejo
explícito
(quase onírico)
apela
e o arrepio
denuncia
o cio
só o cheiro
íntimo
ressuscita
o desejo
explícito
(quase onírico)
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
poema suspenso
Eu quis um verso
controverso
mas o que fiz
foi inverso
e não condiz
com o que
componho:
um sonho
ficou no ar
no altar
por um triz
controverso
mas o que fiz
foi inverso
e não condiz
com o que
componho:
um sonho
ficou no ar
no altar
por um triz
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Feliz aniversário!!!
16/12/2004
Um superdia!
Escrito por Zé do Café
Há 9 anos e alguns posts anteriores ao reproduzido, eu conheci o blog "Hora do Café", cujas postagens inspiradíssimas me levaram a virar fã do autor: "Zé do Café".
Eu estava passando pelo processo de "alfabetização" virtual..rs.. não fazia a menor ideia de como as "coisas funcionavam por aqui"! Fiz meu primeiro blog (cujo nome agora me foge..rs... só sei que tinha a palavra DEVANEIOS...rs) e, ao receber a visita do Zé do Café, tive meus versos elogiados pelo moço!
Todos os anos, no dia do seu aniversário, eu me lembro disso e fico com uma vontade enorme de prestar uma homenagem a ele. Seria uma forma de agradecer a TUDO que "aquele elogio" representou (e ainda representa) na minha vida poética!
Um superdia!
O dia do aniversário deveria ser um dia como outro qualquer, mas não é. Neste dia fazemos de conta que não esperamos nada, mas esperamos tudo.
Primeiro, esperamos que nada de errado aconteça, porque se acontecer, vamos dizer: "Putz, bem no dia do aniversário!" A gente não quer nem uma topada no pé da cama neste dia... Deveríamos ficar invulneráveis no dia do aniversário!
Segundo, esperamos que todo mundo saiba que é o dia do aniversário. Passamos pelo porteiro do prédio, dizemos "Bom Dia", e quando ele responde, pensamos:"Ele não sabe!"... Deveríamos usar uma roupa especial no dia do aniversário, que anunciasse a todos a data festiva! Talvez uma capa!
Terceiro, esperamos ganhar alguma coisa de alguém. Como se a nossa existência fosse uma dádiva para os outros. E do alto de nossa grandeza, dizemos: "Não precisava, não precisava..." Deveríamos ser aclamados na rua quando passássemos, no dia do aniversário!
Quarto, esperamos conseguir disfarçar a cara de tacho, quando abrimos um presente e ele não é bem aquilo que esperávamos! Deveríamos ter visão de raios-X no dia do aniversário!
E quinto, esperamos fazer uma porção de coisas neste dia, só por ser o dia do aniversário. Só que ele passa tão rápido, que quando percebemos, já se foi e só nos restou um ano a mais de idade... Deveríamos ter supervelocidade, ou até voar, no dia do aniversário!
Bem, acho que a gente espera mesmo é ter um superaniversário!
Primeiro, esperamos que nada de errado aconteça, porque se acontecer, vamos dizer: "Putz, bem no dia do aniversário!" A gente não quer nem uma topada no pé da cama neste dia... Deveríamos ficar invulneráveis no dia do aniversário!
Segundo, esperamos que todo mundo saiba que é o dia do aniversário. Passamos pelo porteiro do prédio, dizemos "Bom Dia", e quando ele responde, pensamos:"Ele não sabe!"... Deveríamos usar uma roupa especial no dia do aniversário, que anunciasse a todos a data festiva! Talvez uma capa!
Terceiro, esperamos ganhar alguma coisa de alguém. Como se a nossa existência fosse uma dádiva para os outros. E do alto de nossa grandeza, dizemos: "Não precisava, não precisava..." Deveríamos ser aclamados na rua quando passássemos, no dia do aniversário!
Quarto, esperamos conseguir disfarçar a cara de tacho, quando abrimos um presente e ele não é bem aquilo que esperávamos! Deveríamos ter visão de raios-X no dia do aniversário!
E quinto, esperamos fazer uma porção de coisas neste dia, só por ser o dia do aniversário. Só que ele passa tão rápido, que quando percebemos, já se foi e só nos restou um ano a mais de idade... Deveríamos ter supervelocidade, ou até voar, no dia do aniversário!
Bem, acho que a gente espera mesmo é ter um superaniversário!

"Não precisava, não precisava..."
Há 9 anos e alguns posts anteriores ao reproduzido, eu conheci o blog "Hora do Café", cujas postagens inspiradíssimas me levaram a virar fã do autor: "Zé do Café".
Eu estava passando pelo processo de "alfabetização" virtual..rs.. não fazia a menor ideia de como as "coisas funcionavam por aqui"! Fiz meu primeiro blog (cujo nome agora me foge..rs... só sei que tinha a palavra DEVANEIOS...rs) e, ao receber a visita do Zé do Café, tive meus versos elogiados pelo moço!
Todos os anos, no dia do seu aniversário, eu me lembro disso e fico com uma vontade enorme de prestar uma homenagem a ele. Seria uma forma de agradecer a TUDO que "aquele elogio" representou (e ainda representa) na minha vida poética!
sábado, 14 de dezembro de 2013
artefato
seu gosto
no meu corpo
transborda
seu gesto
no meu corpo
transborda
seu gesto
me dobra
desde um agosto
(perece)
desde um agosto
(perece)
em prima obra
a pena
a pena
se oferece
qual desejo vivo
em extinção:
AMOR
tece um poema
(de papel)
feito à mão
em extinção:
AMOR
tece um poema
(de papel)
feito à mão
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