sábado, 8 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

[ins]piração carnavalesca

a poesia 
em seu argumento: 
fantasia ou instrumento, 
batuque em ritmo
de folia...

soltas, as palavras livres
vão descosturando o enredo
e sambam em Sampa
quando, por medo,
desfila no íntimo
(m)eu segredo

e eu sinto
que perco o compasso
erro o passo
e tropeço:
não sabendo
se finjo ou te peço
mais um abraço

domingo, 2 de março de 2014

pra quando o carnaval nos aproximar



só uma alegria
convida a brincar
misturando folia
e poesia
se manifesta:
"quem sabe
destilamos
deste lado
(na floresta)"




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

e outras manhas

Para fugir das suas armadilhas
uso qualquer artimanha
faço vista grossa
revivo nossos clichês
Para cair em suas armadilhas
abuso da rima
invoco até algum pajé
você, em suas armadilhas,
sacaneia minha veia mulher
eu não escondo
que caio com gosto
em sua lábia canalha
se é só isso
que você quer




domingo, 23 de fevereiro de 2014

sede (do verbo ceder)

quanto mais verso
mais inverso eu rimo
e primo por aquilo
que o verbo pede
quando mato a sede
nossa rima cede

sábado, 22 de fevereiro de 2014

abstinência verbal

não necessito de nada
que seja mais 
do que seus verbos
amenos
entre os meus
tempos impessoais

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

metalinguagens

com o pretexto
na ponta da língua
a palavra
vai à rima
e, se rimos,
que importa
o contexto?

domingo, 12 de janeiro de 2014

dígito e improviso


pretexto
escrito
com os dedos
(a língua do poema
dentro da rima)
sem pena
com texto
a gente
ao vento
se inventa
enquanto
caminha



domingo, 29 de dezembro de 2013

hidrografia


na intermitência
dos dias
a poesia me recria
em outras margens
outras paragens
outra guia

e lá deságua
meu (uni)verso
líquido
que insípido
me confunde
com a rima
sem limite
do seu mapa-múndi