terça-feira, 15 de abril de 2014

senhas, surpresas e sinais

sossego o sonho
no seu sucesso
na sua sorte:
sensações sublimes
são sempre seguidas
de sonhos...

sinto seu sopro
soluço simbiótico
sacrifico o sagrado
saldo sussurrado
sobretudo
sobre seu sofá
sofro se sobram
silêncios, saudades
... solidões
se se sabem
seus segredos
(sem sins e senões)
são somente
sementes
satisfaço-me
com seu sêmen
salva-dor
na saliva
seu suor
seu sabor
e sobre sibilâncias e saliências
sobressaio
sóbria e sã
saio
sutilmente
sorrio
safada
(sem sutiã)

senhora e santa
sou sempre
sua:

(Sandra)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"faz parte do meu show"

mesmo sabendo que você
aprecia um bom som
arrisco no look, sem batom
... me esforço
pra não perder o ritmo
nem o tom
e me lanço, lúdica,
na música que você canta

na esperança de que
na mesma dança
a gente (se) acabe
noutro samba







sexta-feira, 14 de março de 2014

poesia do dia ou dia da poesia?

penso nos versos
diversos
verbos
conjugo
mudo a rima
ela me assina
minha sina
contudo
é apenas
brincar
com palavras
que julgo
inventar
e assim
passo o dia
pensando
em que poema
escreveria
para a musa
de hoje:
a poesia

quinta-feira, 13 de março de 2014

boato


ela comeu
a lua
mas, prenhe de luz,
ela continua
num poema
em elipse
de rima
em dia
de eclipse


sábado, 8 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

[ins]piração carnavalesca

a poesia 
em seu argumento: 
fantasia ou instrumento, 
batuque em ritmo
de folia...

soltas, as palavras livres
vão descosturando o enredo
e sambam em Sampa
quando, por medo,
desfila no íntimo
(m)eu segredo

e eu sinto
que perco o compasso
erro o passo
e tropeço:
não sabendo
se finjo ou te peço
mais um abraço

domingo, 2 de março de 2014

pra quando o carnaval nos aproximar



só uma alegria
convida a brincar
misturando folia
e poesia
se manifesta:
"quem sabe
destilamos
deste lado
(na floresta)"




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

e outras manhas

Para fugir das suas armadilhas
uso qualquer artimanha
faço vista grossa
revivo nossos clichês
Para cair em suas armadilhas
abuso da rima
invoco até algum pajé
você, em suas armadilhas,
sacaneia minha veia mulher
eu não escondo
que caio com gosto
em sua lábia canalha
se é só isso
que você quer




domingo, 23 de fevereiro de 2014

sede (do verbo ceder)

quanto mais verso
mais inverso eu rimo
e primo por aquilo
que o verbo pede
quando mato a sede
nossa rima cede