segunda-feira, 7 de março de 2016

levada

Me leve
Leve
Me traga
Viva
Me venha brisa
Me leve brasa
Me traga febre
Me leve
Fibra
Desenhe
Apele
Vibre
Me faça
Traço
Esboço
Me desalinhe

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

solo para um clarinete noturno

Se fosse sax
Como sonhava ser
Em vez de silêncio
Um solo em sol
Se fosse só
O sopro
O som
Concerto
Mas se você me toca
Entre quatro paredes
Desconcerto a cada nota
Sou sonoro clarinete

E hoje é meu dia da volta ao delicioso Blog de 7 cabeças!!!
Estamos de volta para convidar todos os leitores para o lançamento do LIVRO DE 7 CABEÇAS: anotem aí 12 de março a partir das 17h no Patuscada!! 



domingo, 7 de fevereiro de 2016

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Meu novo rebento está lindo!!!
Visita íntima tem site
http://sidengo.com/visitaintima

Lançamento em São Paulo no próximo sábado:


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

com paixão

não sei que braços
me abraçam nesse silêncio
se falo entre lúbricas palavras
não sei entre que pernas
vibra ofegante
meu peito descompassado
minha taquicardia explícita
não sei em que lábios
guardo o gozo
trago a catarse
desse corpo
em que me agarro
me farto
orgasmo

sábado, 12 de setembro de 2015

Fazendo (de) conta

Porque hoje é sábado 
Acordo com um poema intacto 
Cheio de contas
Num ábaco 
Um poema que conta
E me deixa tonta
Rodopiando no quarto
Um poema de múltipla escolha
Querendo mais uma folha
Do branco papel
Que é o lençol
Poema quase canção
Que eu canto
Desafinando um sol
Sustenido sentido
Em bemol
Acordo com um poema pronto
Entre as tuas letras
De caricia e gozo
Entre as tuas pausas e minha respiração acelerada
E essa rima molhada
Que goza sem saber de nada

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"é do agora que se faz a vida"

Agora
é silêncio
respiro profundamente
suspiro
enquanto mente
a voz que nega
o amor que carrega
a alma
poesia sem nexo
desejo
sexo
agora é só
[silên]cio
um par desigual
o corpo vazio
um ponto-final

sexta-feira, 15 de maio de 2015

(silen)cio

sentir o deslizar dos medos
entre os dedos
na pele
na umidade lasciva
da língua
saliva
o desejo vem morno
e faz-se aceso
eu digito seu nome
entre as coxas
sussurro
... ardo

quinta-feira, 30 de abril de 2015

diálogo em outras palavras

palavras declaradas
em idiomas indecifráveis
frágeis, 
em dialetos lascivos
a saliva na língua
ou na linguagem
os lábios dele
se calam,  
ao úmido contato
líquido e raro
que, lânguida,
na minha língua,
falo

sábado, 7 de março de 2015

para minha disritmia

improviso um passo
balanço o corpo
e erro a letra
na minha vila
é seu ritmo
que desfila
feito estrelas
no céu
só sei que danço 
descompassada
quando ouço
outro samba 
de Noel