terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

poema de uma rima só (ou poema sem rima pra você)

Como a alma
anda farta
dessa farsa...
sem graça...
Como amarga
a palavra falsa
que se afasta...
quando você
me falta

7 comentários:

Ramon Alcântara disse...

O anverso de um poema de uma rima só

Como o corpo
parado gordo
desse poço...
sem gozo...
Como amargo
o ato falho
que trago...
quando eu
me transbordo

Ramon Alcântara

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"De momento, naquilo a que chamamos globalmente um comentário, quero limitar-me a indicar que o desnível entre o texto primeiro e o texto segundo desempenha dois papéis solidários. Por um lado, permite construir (e indefinidamente) novos discursos: o pendor do discurso primeiro, a sua permanência, o seu estatuto de discurso sempre reactualizável, o sentido múltiplo ou escondido de que ele passa por ser o detentor, a reserva ou a riqueza essencial que lhe são atribuídas, tudo isso funda uma possibilidade aberta de falar. Mas por outro lado, quaisquer que sejam as técnicas usadas, o comentário não tem outro papel senão o de dizer finalmente aquilo que estava silenciosamente articulado no texto primeiro. O comentário deve, num paradoxo que ele desloca sempre mas de que nunca se livra, dizer pela primeira vez aquilo que já tinha sido dito entretanto, e repetir incansavelmente aquilo que, porém, nunca tinha sido dito (...) O comentário, ao dar conta das circunstâncias do discurso, exorciza o acaso do discurso: em relação ao texto, ele permite dizer outra coisa, mas com a condição de que seja esse mesmo texto a ser dito e de certa forma realizado (...)O novo não está naquilo que é dito, mas no acontecimento do seu retorno."

Michel Foucault, A ordem do discurso, 1970.

Leandro Jardim disse...

belo ao estilo de seus castelos!

Sabrina Sanfelice disse...

Fabuloso!

Múcio L Góes disse...

falta é que não falta.

belo.

:*

Rayanne disse...

Uma faltura só.

**Estrelas**

Sérgio Franck disse...

Inspirada!

José Rosa (ZeRo S/A) disse...

Hummm...mudança de estilo?