quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

R.S.V.P.

Visite meus versos
Sem hipocrisia
Sem máscaras
Sem disfarces
Sem roupa

Folheie minhas rimas
Sem fôlego e sem limite
Com as mãos explícitas...
Plenas de seus fetiches...
E atadas de formalidade

Mergulhe em meus enigmas poéticos
Meu eufemismo contumaz
E me leia nas entrelinhas (nos pêlos)
Onde a poesia se liquefaz

9 comentários:

Poeta Matemático disse...

Ahn...

Ficou meio receita de bolo, mas ficou legal...

rsrsrs

andré gabriel disse...

delicioso, se essa é a receita, imagino o bolo... beijos

Marcelo disse...

é tão difícil que nos leiam como gostaríamos... é tão difícil que compreendam todas as nossa entrelinhas... talvez aí, esteja o que de mais esplendoroso a poesia nos oferta, ao permitir que cada leitor escreva as suas próprias entrelinhas...

Fábio Pinheiro disse...

E se não fiser nada do que me pedes no poema e deixar de decifrar-te, tu me devoras?

moacircaetano disse...

a líquida poesia
se oferece
e sorvo-a
num silêncio introspectivo
num gozo
quase uma prece!

renata moça do atendimento técnico disse...

nossa, que agitado isso aqui, hein!
:D

Francisco Dantas disse...

Como é gostoso entrar numa confeitaria e poder devorar toda gostosura disfemisticamente sugeridora de de enigmas poéticos, de guloseimas confeitadas de nudez. Gostei, Sandra. Um beijo.

paulo vigu disse...

Nas linhas brancas dos versos daqui eu entrelaço a sua entrelinha. Trans&piro & suo e volto pra casa num mergulho. Riodaqui deixa o beijo em cima da pedra. Paulo Vigu

Múcio Góes disse...

líquidos versos. poesia pura. poesia dura, o tempo do tempo.

bjoss!