terça-feira, 12 de dezembro de 2006

in-certo rio

Sei de um rio que me rasga
Corta meus versos quando passa
E arrasta minhas rimas apressadas
Um rio que me transita pelas margens
No meio dos meus segredos femininos
E discorre ousado como o vento
É um rio lento... que me transborda clandestino
Com seu leito por vezes intermitente
Como é presente esse meu rio sem travessia
... Na correnteza da minha poesia!

6 comentários:

moacircaetano disse...

...e como deve ser maravilhoso ser esse rio...

Francisco Dantas disse...

Nesse in-certo rio,
me vejo bem faceiro
em um barquinho de papel,
deslizando, lentamente,
para um sorvedouro
de mistérios perfumado
por rimas preguiçosas.

Um beijo, Sandra.

Alex disse...

quero me afogar em rio assim :)

Poeta Matemático disse...

Um rio q rasga e atravessa...

Calmo, água mole, pedra dura

Tanto bate, quem sabe dura?

Anônimo disse...

Sei de um rio que me habita, chamado Poesia.
adorei esta!

te beijo

Taís Morais

paulo vigu disse...

Você é rio, eu sabia! Com água de chuva e lágrimas, tudo transborda e a sua enxurrada é pura poesia. Gosto daqui, de me sentar entre as pedras da margem. E faço meu rio caber no seu. "In-certo rio é pura água limpa" Riodaqui.aí.com.você.beijoaí/paulovigu