sábado, 2 de dezembro de 2006

leitura labial

Meu desejo circunflexo se pontua
quando sua oralidade me acentua
Na pronúncia rápida do sexo:
a sílaba tácita do verso
Na boca, o trava-língua, ainda átono
enrola o fonema mais aberto

...É assim quando você - sujeito grave -
me abre as páginas internas
e traduz com os lábios meus hiatos
: a fluidez da rima entre as pernas...
E eu (oblíqua crase - quase aguda)
conjugo outro orgasmo... que se articula
no predicado dessa leitura

8 comentários:

Poeta Matemático disse...

Ui!...

rsrsrs

Uma cacofonia com uma sonoridade incomum. Muito bom..

Abrs

Leandro Jardim disse...

Opa! que beleza!!!!
Dá vontade de ler todos os seus poemas sempre em voz alta!!! hehehe

sua química de intensidade de intenções e fineza de poesia é de grande beleza lírica

;)

tá linda a cara nova do blog!!!

beiJardins

Múcio Góes disse...

há poemas que cabem um palavrão, como comentário, pela força que exercem aos olhos, ou, um grito, sei lá, algo eufórico. este é um. Sandra, perfeito!

Bjo!

Francisco Dantas disse...

Que livro gostoso de ler, Sandra. Você sempre afiada nesse erotismo "lingüístico-gramatical". Está demais. Um beijo.

Luna disse...

fui visitar seu antigo blog e qual a minha surpresa, você mudou pra cá... E agora estou aqui também, sem link lá no meu... Algo que devo corrigir rapidamente...
Beijos.

paulo vigu disse...

Acentuá-la em oralidades e pontuar seu desejo circunflexo - não necessariamente nesta ordem - é capa e contracapa para quem procura novas gramáticas. Riodaqui aí - beijo em você - Paulo Vigu

A czarina das quinquilharias disse...

fiu! alguém me assopra?
lindo espaço :) e muito prazer em conhecê-la sandrinha!

Andre Luiz disse...

Fiquei sem palavras, diante desse sexo gramatical.