terça-feira, 2 de janeiro de 2007

os números nos versos*

As mãos passeiam devagar
Traçando o esboço
Da virgem nua que espera
Atentamente excitada:
seu corpo se deleita em letras
e se deita à espreita de um gesto vigoroso
do poeta, pintor clandestino
que rabisca um desejo
tecido em cores vivas na sua carne
E ele a sufoca com as mãos
A insinua em palavras perdidas
Inusitado e vulgar a consome em palavras
Ela, subjugada, se entrega facilmente
Entre letras esquecidas
E palavras conhecidas dos dois
Ela se deixa contornar com a saliva
Colorida que ele inventou
Para juntos apagarem os traços
Que o beijo dele tatuou

* Estes versos nasceram de uma conversa entre mim e um matemático muito sensível que me visita e poetiza em suas voltas...rs... Como eu não citei seu nome no post anterior, aproveito para reparar minha falha neste post, que foi meu primeiro a quatro mãos de verdade...rsrs...(Espero que o Moacir não fique bravo por ter perdido nossa tentativa de tempos passados...rsrs...)

5 comentários:

Pedro Pan disse...

, sandra um ótimo 2007! muita poesia em seu dia a dia...
|beijos meus|

RAQUEL disse...

Oi Sandra,
Gostei das coisas que li por aqui...
Prometo voltar pra ler mais
Beijo
e um Excelente 2007

Juliana Pestana disse...

Ah, mas ficou lindo demais.

Tá vivo demais... tá entregue demais.

Parabéns aos dois. A quatro mãos é ainda melhor... ;)

Bjos meus.

Múcio Góes disse...

hummm poema pulsante... gostei muito! esse Matemático é um Poeta! e vice-versos.

bjsss

paulo vigu disse...

"Se entregar facilmente entre letras esquecidas e palavras conhecidas dos dois" Entre os termos, piscares de olhos dizem "vem cá", não é? rsrs - Lindo hein dona Sandra. Riodaqui leva 1 piano na enxurrada e eu trans(&)bordo na chuva. 1 beijo paulo vigu